15/11/2019 às 12h49min - Atualizada em 15/11/2019 às 12h49min

Reinaldo Azevedo sobre novo partido de Bolsonaro: Aliança do Atraso para o Futuro

O jornalista vê o novo partido de Jair Bolsonaro como um movimento fruto de reflexão e pensamento político, mas enxerga também “vigarice intelectual e papo-furado”. “É a Aliança do Atraso para o Futuro”, define.

Para o jornalista Reinaldo Azevedo, “a decisão de Jair Bolsonaro de deixar o PSL para fundar a ‘Aliança pelo Brasil’ pode ser tudo, menos irrefletida. Se o troço vai dar certo, aí é outra coisa. Há, sim, um pensamento e uma leitura da política em sua escolha. Está longe, pois, de ser maluquice (...). O Brasil está a clamar pela vanguarda do retrocesso”, escreveu.

A Aliança, diz o manifesto do partido, “é o sonho e a inspiração de pessoas leais ao presidente Jair Bolsonaro”.

“Nem Getúlio se atreveu a ser dono do PTB. Demos à luz o caudilhismo do Twitter, dos ‘bots’ e das fake news, diz Azevedo.

O jornalista chama a atenção para o fato de que Bolsonaro não precisa do PSL para governar, uma vez que “vivemos, em muitos aspectos, sob os auspícios de um parlamentarismo informal”.

“Por que ele não pode, desde já, dar curso aos esforços para se reeleger? Eu também avalio que suas chances são maiores se estiver liderando a tropa de elite dos puros - a elite e a pureza bolsonaristas, bem entendido... Que papel, então, está reservado ao presidente? O primeiro manifesto do partido vindouro responde”:

“Nossa Aliança se dirige a abrigar essa grande maioria de brasileiros e brasileiras que clamam por uma nova ordem de referências éticas e morais”.

“Vigarice intelectual e papo-furado?”, pergunta Reinaldo. “É óbvio que sim!”, ele mesmo responde.

“Compatível com os sofisticados que querem estuprar o Artigo 5º. É a Aliança do Atraso para o Futuro”, escreve.


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