28/10/2019 às 12h20min - Atualizada em 28/10/2019 às 12h20min

Depoimento de assessores agrava crise no PSL e expõe filhos de Bolsonaro

Seis auxiliares são aguardados no colegiado, além do depoimento do deputado Alexandre Frota (PSDB), ex-aliado do presidente.

O depoimento de assessores do governo Jair Bolsonaro na Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) das Fake News agrava a crise do PSL e ainda expõe os filhos do presidente Jair Bolsonaro, de acordo com reportagem do jornal Correio Braziliense.

O presidente do colegiado, senador Ângelo Coronel (PSD), disse que “a comissão de inquérito não foi criada para servir de arena de disputa política, mas adotará todo o rigor nas investigações e na responsabilização dos envolvidos”.

“A CPMI aprovou requerimento de convocação de pessoas que trabalharam na campanha do presidente Jair Bolsonaro para que esclareçam denúncias de disseminação de fake news. Vamos apurar com todo o rigor, mas não vou permitir que a CPMI seja transformada em palanque para quem queira se vingar”, declarou o senador.

Nos próximos dias, a CPMI vai marcar os depoimentos de seis assessores de Bolsonaro que tiveram a convocação aprovada na semana passada.

As expectativas para esta semana na CPMI ainda estão em torno do depoimento do deputado Alexandre Frota (PSDB), ex-aliado e agora desafeto de Bolsonaro, marcado para a próxima quarta-feira (30).

Em agosto, em entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura, ao ser questionado sobre o suposto impulsionamento de fake news pela campanha presidencial do PSL, Frota respondeu que conhecia todo o método. Como o parlamentar foi convidado e não convocado pela CPMI, ele não é obrigado a comparecer.

Ainda segundo a reportagem, os movimentos em Brasília - DF indicam que a crise do PSL poderá trazer ainda mais preocupação para Bolsonaro. Há um sentimento grande de revolta entre deputados contra o presidente e seu filho e deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), que se tornou líder da legenda na Câmara.

Mesmo após Eduardo insistir que a crise está debelada, uma forte tensão ainda está no ar. “Eles desmoralizaram o partido publicamente de uma maneira desumana, disseram que não há transparência, deram um golpe para tomar o controle, ofenderam o presidente Bivar e vários deputados, e agora querem dar uma de bonzinhos dizendo que a crise acabou? Nada disso, eles vão ter que reparar todas essas difamações que cometeram”, declarou o deputado Júnior Bozella (PSL).


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