Nos lugares onde a população tem acesso a educação de qualidade, saúde eficiente, segurança e melhores condições de vida, quem ganha mais paga mais.
Os países que mais cobram Imposto de Renda
| Posição | País | Alíquota máxima |
| 1º | Dinamarca | 60,5% |
| 2º | Japão | 55,95% |
| 3º | Áustria | 55% |
| 4º | Aruba | 52% |
| 5º | Finlândia | 52% |
| 6º | Suécia | 52% |
| 7º | Bélgica | 50% |
| 8º | Israel | 50% |
| 9º | Eslovênia | 50% |
| 10º | Países Baixos | 49,5% |
| 11º | Portugal | 48% |
| 12º | Espanha | 47% |
| 13º | Islândia | 46,29% |
| 14º | Austrália, China, França, Alemanha, Itália, África do Sul, Coreia do Sul e Reino Unido | 45% |
| 88º | Brasil | 27,5% |
Os números mostram uma realidade difícil de contestar: os países mais desenvolvidos do planeta não construíram seu bem-estar social deixando os mais ricos contribuírem menos. Ao contrário, fizeram com que aqueles que concentram maior renda também participassem mais do financiamento do Estado.
Afinal, riqueza não surge do nada. Ela é produzida pelo trabalho de milhões de pessoas e depende de estradas, universidades, hospitais, energia, segurança jurídica e infraestrutura mantidas pela sociedade.
Por isso, dinamarqueses, finlandeses, noruegueses e suecos desfrutam de elevados padrões de vida. Não porque seus bilionários sejam mais brilhantes que os brasileiros, mas porque esses países entenderam há muito tempo que desenvolvimento se constrói distribuindo oportunidades e não concentrando privilégios.
No Brasil, entretanto, parte da burguesia quer o melhor dos dois mundos. Quer estradas, aeroportos, universidades, crédito subsidiado, incentivos fiscais e toda a estrutura oferecida pelo Estado. Mas, quando chega a hora de contribuir, grita contra os impostos e tenta convencer a população de que o problema do país é quem recebe Bolsa Família, e não quem acumula fortunas pagando proporcionalmente menos.
A experiência internacional mostra exatamente o contrário do discurso repetido por aqui: as sociedades mais prósperas são aquelas em que a riqueza produzida por todos retorna para todos, e não apenas para uma pequena parcela da população.
Porque desenvolvimento não é milagre. É escolha.
E os países mais ricos do mundo escolheram cobrar mais dos ricos.