23/03/2022 às 15h59min - Atualizada em 23/03/2022 às 15h59min

Lula é, hoje, “aquele que melhor reflete o sentimento de esperança do povo brasileiro”, diz Alckmin

Ex-governador de São Paulo deu a declaração durante ato de filiação ao PSB. O ex-tucano deve ser vice na chapa de Lula (PT) para a disputa da presidência da República nas eleições de outubro.

Redação
O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira (23), em seu primeiro discurso após a filiação ao PSB, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “é, hoje, aquele que melhor reflete o sentimento de esperança do povo brasileiro”.

A entrada de Alckmin no PSB faz parte das movimentações para que ele seja vice na chapa de Lula para a disputa da presidência da República em outubro.
 
O ato de filiação aconteceu em Brasília – DF, contou com a presença de políticos e parlamentares do PSB e do PT, e foi marcado por críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PL).
 
As negociações para que o ex-tucano e ex-adversário petista seja o vice de Lula nas eleições de 2022 vêm se desenrolando nos últimos meses.


“Quero cumprimentar o PSB pela decisão de apoiar o presidente Lula para a presidência da República. É ele. Nós temos que ter os olhos abertos para enxergar, a humildade para entender, que ele é, hoje, quem melhor interpreta o sentimento de esperança do povo brasileiro. Aliás, ele representa a própria democracia, porque ele é fruto da democracia”, disse Alckmin.
 
Após o discurso, questionado por jornalistas sobre a chapa com Lula, Alckmin afirmou que se filiou ao PSB “para somar” com o partido e que “chapa é para frente”.
 
Ele disse ainda que mantém conversas com o ex-presidente Lula e que “não tem nenhuma data definida” para o anúncio da eventual chapa.
 
“Também vejo que não tem nenhuma pressa para isso. Importante foi a definição do PSB, uma definição de responsabilidade e compromisso com o Brasil, de apoio ao presidente Lula, baseado na defesa da democracia, da retomada do emprego e renda no Brasil”, disse.
 
Alckmin também afirmou acreditar que Lula, se eleito presidente, vai reinserir o Brasil no cenário mundial.
 
“Vai alargar o horizonte do desenvolvimento econômico e vai diminuir essa triste diferença social que temos no país. O Brasil precisa ser bom não só para alguns, mas bom para todos”, destacou o ex-governador.
 
Após fazer o aceno a Lula, Alckmin disse que “apoiar não significa deixar de emitir discordância” e que não se pode confundir “lealdade com subserviência”.

“É preciso não confundir discordância com ultimato nem lealdade com subserviência. Lealdade é um valor praticado entre companheiros, mas há uma forma de lealdade que se sobrepõe a todas: a lealdade aos destinos do país. É essa lealdade que aqui nos une e nos congrega”, acrescentou.
 
Lula não compareceu ao ato de filiação de Alckmin ao PSB. Entre os petistas, estiveram presentes a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e o líder do PT na câmara, Reginaldo Lopes.
 
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