19/11/2019 às 11h47min - Atualizada em 19/11/2019 às 11h47min

Caso Ághata: tiro que matou a menina partiu da polícia de Witzel

Segundo as investigações, o policial tentou atingir dois traficantes que passavam em uma moto, “mas o projétil ricocheteou e atingiu Ághata no interior do veículo”. Entretanto, os familiares de Ághata e o motorista da Kombi afirmam que não houve tiroteio.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu que o disparo que matou a menina Ághata Vitória Sales Félix, 8, partiu da arma de um policial militar. O caso ocorreu no dia 20 de setembro na localidade conhecida como Fazendinha, no Complexo do Alemão, na zona norte da capital fluminense. A criança estava em uma kombi quando foi baleada. A reportagem é do Portal UOL.

O PM, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, foi indiciado pela morte. O inquérito da Delegacia de Homicídios (DH), responsável pela investigação, foi encaminhado ao Ministério Público (MP). O nome dele não foi divulgado.

As investigações contaram com depoimentos de policiais militares em serviço pela UPP, outras testemunhas e resultados da perícia realizada no local. Uma reprodução simulada foi realizada no dia 1º de outubro.

“O resultado dessa perícia aponta, após criteriosa análise técnica, que houve erro de execução por parte do PM”, informou a Polícia Civil.

Segundo as investigações, o policial tentou atingir dois traficantes que passavam em uma moto, “mas o projétil ricocheteou [bateu primeiramente em um poste] e atingiu Ághata no interior do veículo”, afirmam os investigadores.

A versão de confronto com traficantes sempre foi alegada pela Polícia Militar. Entretanto, os familiares de Ághata e o motorista da Kombi afirmam que não houve tiroteio.

A Polícia pediu o afastamento do policial responsável pelo disparo e o proibiu de manter contato com testemunhas que não sejam policiais militares. Sobre a conclusão do inquérito, até o momento nem o Governo do Estado nem a Polícia Militar se manifestaram.


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