21/04/2021 às 12h10min - Atualizada em 21/04/2021 às 12h13min

Novo levantamento da Anahp aponta que hospitais privados estão com grave escassez de oxigênio, anestésicos e ‘kit intubação’

Documento mostra quais são as cidades mais afetadas pela falta de insumos essenciais para o tratamento da Covid-19.

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) realizou um novo levantamento com 88 afiliados e constatou que a maioria absoluta deles está com grave escassez de insumos essenciais para o atendimento aos pacientes acometidos pela Covid-19, como oxigênio, anestésicos e medicamentos para intubação, reafirmando um cenário crítico para o sistema de saúde brasileiro. Cerca de 75% das instituições só têm o abastecimento garantido por mais cinco dias.

O levantamento mostra, por exemplo, que instituições de Belém - PA, Belo Horizonte - BH, Blumenau - SC, Cuiabá - MT, Curitiba - PR, João Pessoa - PB, Porto Alegre - RS e São Paulo - SP estão com abastecimento crítico de oxigênio, sendo que 62,5% responderam que estão com estoque de até uma semana.


Já em relação aos anestésicos, 23 hospitais participantes também contam com estoque inferior ou igual a cinco dias. Eles são de cidades como Atibaia - SP, Belém - PA, Belo Horizonte - MG, Bento Gonçalves - RS, Blumenau - SC, Brasília - DF, Cuiabá - MT, Curitiba - PR, Cariacica - ES, Ipatinga - MG, João Pessoa - PB e Niterói - RJ, Porto Alegre - RS, São Paulo - SP e Serra - ES.


Sobre os medicamentos que compõe o chamado "kit intubação", como anestésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares, essenciais para o tratamento das pessoas em estado mais grave da doença, o levantamento também mostra que eles estão escassos em instituições de saúde dos mesmos locais citados acima, incluindo ainda as cidades de Cariacica - ES e Juiz de Fora - MG, totalizando 27 hospitais privados em situação crítica, com estoque igual ou inferior a cinco dias.


Em relação à disponibilidade de ventiladores para atender a demanda, nove das 88 instituições afirmaram que não possuem equipamentos suficientes.


Os associados da Anahp, em um esforço emergencial, definiram a estratégia de acesso e estão realizando importações extraordinárias dos produtos em falta, com total apoio e agilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que alterou procedimentos administrativos de modo a permitir as importações no menor tempo possível.

Diante do cenário crítico, a associação ressalta que realiza levantamentos constantes entre os seus associados, com o intuito de identificar aqueles que apresentam cenários mais graves em relação à falta de insumos. Assim, consegue informar o Ministério da Saúde sobre o desabastecimento dos insumos e contribuir com seus afiliados, reforçando o objetivo de enfrentar a doença e salvar vidas.


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