11/12/2020 às 10h48min - Atualizada em 11/12/2020 às 10h48min

Polícia indicia seis por morte de João Alberto no Carrefour em Porto Alegre - RS

João Alberto Silveira Freitas foi morto após ser espancado por dois seguranças brancos, no dia 19 de novembro. Inquérito concluiu que houve exagero nas agressões e delegada citou racismo estrutural para justificar desfecho da confusão no supermercado.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou seis pessoas por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima no Caso João Alberto Silveira Freitas, cidadão negro morto após ser espancado por dois seguranças brancos no dia 19 de novembro em um supermercado em Porto Alegre - RS.

Veja os nomes dos indiciados:

  • Giovane Gaspar da Silva, segurança;
  • Magno Braz Borges, segurança;
  • Adriana Alves Dutra, funcionária que tenta impedir gravação;
  • Paulo Francisco da Silva, funcionário da empresa de segurança Vector;
  • Kleiton Silva Santos, funcionário do mercado;
  • Rafael Rezende, funcionário do mercado.

Segundo a polícia, a partir da análise das provas coletadas, é possível identificar que houve um exagero nas agressões impostas à vítima, resultado da fragilidade socioeconômica da vítima subjugada pelos indiciados. Os indiciados não vão responder pelo crime de injúria racial, após o racismo ter sido apontado como causa do crime pela família de João Alberto.

Na manhã desta sexta-feira (11), a polícia finalizou e entregou o inquérito sobre a morte de João Alberto.

“Seis indiciados por homicídio triplamente qualificado, três pessoas que já eram de conhecimento da imprensa, e que já estão presas, e outras três, que no final do relatório, são apontadas. Então, ao total, são seis pessoas indiciadas pelo homicídio triplamente qualificado”, disse a chefe da Polícia Civil, Nadine Anflor.

Estão presos, desde o dia do crime em flagrante, os seguranças Giovane Gaspar da Silva, de 24 anos, e Magno Borges Braz, de 30 anos. Além deles, a agente de fiscalização do mercado, Adriana Alves Dutra, 51 anos, que acompanhou a ação dos seguranças, também foi presa.

O inquérito ainda traz a conclusão da causa da morte de João Alberto. De acordo com necropsia feita pelos legistas do Departamento Médico Legal, a vítima foi morta por asfixia.

A polícia representou pela prisão preventiva de Adriana Alves Dutra, Paulo Francisco da Silva, Rafael Rezende e Kleiton Silva Santos. Ainda representou pela manutenção da prisão preventiva de Giovane Gaspar da Silva e Magno Braz.


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