18/12/2019 às 23h10min - Atualizada em 18/12/2019 às 23h10min

Câmara dos EUA aprova impeachment de Trump por abuso de poder

Trump continua no cargo enquanto espera julgamento no Senado, que deve acontecer em janeiro.

O impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi aprovado nesta quarta-feira (18) pela Câmara. Trump foi considerado culpado de abuso de poder por 230 votos a favor e 197 contra em uma primeira votação e por obstrução do Congresso em segunda votação.

Mas o presidente continuará no cargo, enquanto espera o resultado do julgamento no Senado, que deve acontecer em janeiro. Ele é o terceiro presidente na história dos EUA a sofrer um impeachment.

A votação foi precedida por um debate que durou mais de dez horas, no qual discursaram deputados dos partidos Democrata e Republicano, expondo seus pontos de vista a favor e contra o impeachment.

Na abertura da sessão, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, afirmou que os deputados estavam ali para “defender a democracia pelo povo”. “Eu abro solene e tristemente o debate sobre o impeachment do presidente dos Estados Unidos”, disse.

A Câmara irá agora selecionar parlamentares para atuarem como gerentes e apresentarem o caso contra o presidente no julgamento no Senado. Segundo a Agência Reuters, os democratas da Câmara dizem que a maioria dos gerentes deve sair do Comitê Judiciário da casa, e possivelmente do Comitê de Inteligência, que liderou a investigação. Muitos deputados esperam ser selecionados para o cargo, que é de grande importância.

O julgamento no Senado que irá determinar se Trump será ou não removido do cargo deve começar no início de janeiro, de acordo com a previsão do líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell.

Para perder o mandato, Trump precisa ser condenado por dois terços do Senado. No entanto, a casa tem em sua maioria republicanos. Desta forma, seria necessário que cerca de 20 dos 53 senadores do partido do presidente votassem contra ele, o que não deverá acontecer.

O presidente da Suprema Corte dos EUA, John Roberts, deve presidir o julgamento. Os gerentes apontados pela Câmara apresentarão o caso contra Trump e a equipe jurídica do presidente responde, com os senadores atuando como membros do júri.


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