24/12/2021 às 13h52min - Atualizada em 24/12/2021 às 13h52min

Estados contestam Bolsonaro e não exigirão receita para vacinar crianças

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) rejeitou a obrigatoriedade de receita médica para a vacinação de crianças contra a Covid-19.

Redação
O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Eduardo de Oliveira Lula, divulgou uma carta nesta sexta-feira (24) em que afirma que os estados não vão exigir pedido médico para a vacinação de crianças.
 
Na quinta-feira (23), o ministro da Saúde Marcelo Queiroga, afirmou que o ministério recomendará que as crianças de 5 a 11 anos sejam vacinadas desde que haja prescrição médica e assinatura de termo de consentimento pelos pais.
 
A vacinação desse público com o imunizante da Pfizer foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 16 de dezembro. A Anvisa é o órgão de estado responsável pela palavra final em relação à liberação de vacinas.
 
Entretanto, até o momento o Ministério da Saúde não adotou medidas para iniciar a aplicação da vacina em crianças. Ao invés disso, anunciou a realização de uma consulta pública para ouvir a sociedade a respeito da imunização desse público.
 
A consulta pública está prevista para ficar aberta até 2 de janeiro. Especialistas afirmam que essa etapa é inédita no processo e que vai atrasar ainda mais a imunização infantil.
 
Antes de abrir a consulta, diretores do ministério se reuniram com opositores da vacinação infantil. Jair Bolsonaro (PL) também já manifestou diversas vezes contra a vacinação.


“Infelizmente há quem ache natural perder a vida de vocês, pequeninos, para o coronavírus. Mas com o Zé Gotinha já vencemos a poliomielite, o sarampo e mais de 20 doenças imunopreveníveis. Por isso, no lugar de dificultar, a gente procura facilitar a vacinação de todos os brasileirinhos. E é esse recado que queremos dar no dia de hoje, véspera de Natal: quando iniciarmos a vacinação de nossas crianças, avisem aos papais e às mamães: não será necessário nenhum documento de médico recomendando que tomem a vacina. A ciência vencerá. A fraternidade vencerá. A medicina vencerá e vocês estarão protegidos”, diz a carta assinada pelo presidente do Conass.
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