03/12/2021 às 13h10min - Atualizada em 03/12/2021 às 13h10min

Bolsa brasileira só é melhor que venezuelana e PIB é o 26° do mundo

O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, registra o segundo pior desempenho no mundo em 2021.

Redação
Com o Brasil em recessão técnica e a inflação na casa dos dois dígitos, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, registra o segundo pior desempenho no mundo em 2021, atrás apenas da bolsa da Venezuela, país que atravessa um caos econômico e social.
 
O levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating, que foi divulgado pelo Portal g1 nesta sexta-feira (3), compara a variação de 79 índices internacionais em bolsas de 78 países no acumulado do ano, até o fechamento de novembro.
 
O ranking mostra que o Ibovespa caminha na contramão da tendência global dos mercados acionários, tanto de países desenvolvidos como de emergentes. Dos 79 índices analisados, apenas 9 acumulam perdas no ano.
 
A mediana das variações das bolsas do mundo nos 11 primeiros meses do ano foi de uma alta de 13,6%, enquanto que a bolsa brasileira amargou uma baixa de 14,4%, atrás somente do IBC da Venezuela (-99,5%), que se encontra há anos num quadro de hiperinflação.
 
Brasil tem um dos piores PIBs
Ao entrar em recessão técnica com um recuo no Produto Interno Bruto (PIB) de 0,1% no terceiro trimestre deste ano, o Brasil caiu para a 26° colocação do ranking global de desempenho econômico, composto por 31 nações.
 
Também feito pela Austin Rating, o levantamento foi feito com base em dados do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele mostra que o PIB brasileiro, no terceiro trimestre, ficou menor do que o de países sul-americanos como Colômbia e Chile. No topo da lista aparece a Arábia Saudita, onde a economia cresceu 5,8% entre julho e setembro.
 
A Austin Rating prevê que o PIB brasileiro cresça apenas 0,6% em 2022.
 
Atualmente, a economia brasileira aparece em 13° no ranking das maiores do mundo, com US$ 1,595 bilhão de valores correntes. Os Estados Unidos é o 1°, com US$ 22,939 trilhões, ou 23,4% da participação mundial. Em segundo lugar aparece a China, responsável por 17,8% da economia mundial.
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