03/11/2021 às 16h33min - Atualizada em 03/11/2021 às 16h34min

Governo Bolsonaro cortou 93% da verba para pesquisa em mudanças climáticas

Entre janeiro de 2016 e dezembro de 2018, os recursos para a área foram de R$ 31,1 milhões. Na gestão Bolsonaro, os investimentos foram reduzidos para apenas R$ 2,1 milhões, segundo reportagem da BBC News Brasil.

O governo de Jair Bolsonaro (Sem Partido) reduziu em 93% os investimentos em estudos e elaboração de projetos de mitigação e adaptação para mudanças climáticas em seus três primeiros anos de gestão. Os dados foram divulgados pela BBC News Brasil em reportagem de Leandro Prazeres, publicada nesta quarta-feira (3).

De acordo com os números do Sistema Integrado de Orçamento do Governo Federal (Siop), entre janeiro de 2016 e dezembro de 2018, os recursos voltados para esta área foram de R$ 31,1 milhões. Na gestão Bolsonaro, os investimentos foram reduzidos para apenas R$ 2,1 milhões.

Os dados evidenciam ainda mais a ausência de políticas efetivas na área ambiental por parte do governo. Na segunda-feira (1°), o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, anunciou na COP26 que o país elevaria para 50% meta de redução de gases de efeito estufa até 2030. Compromisso que foi visto com ceticismo por participantes da Conferência.

Mudanças climáticas: acordo para conter o desmatamento

Na terça-feira (2), o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson anunciou um acordo assinado por pelo menos 110 países, que representam 85% das florestas do planeta, comprometendo-se a deter e reverter o desmatamento até 2030. “Proteger nossa floresta não é apenas um curso de ação para combater as mudanças climáticas, mas também para um futuro mais próspero”, disse o britânico.

Johnson destacou ainda que China, Rússia e Brasil haviam aderido à promessa, que ele acreditava ser também uma oportunidade “paralela” para a criação de empregos. “Assinar a Declaração é a parte fácil. É essencial que seja implementado agora para as pessoas e para o planeta”, insistiu o chefe da ONU, António Guterres, em sua conta oficial no Twitter.

Outro compromisso firmado nesta terça-feira se relaciona ao corte em 30% de emissões de metano até 2030. Sozinho, o gás responde por 17% das emissões de efeito estufa.


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