01/11/2021 às 11h02min - Atualizada em 01/11/2021 às 11h02min

“O Brasil é presidido pelo símbolo da estupidez inimputável”, diz Josias de Souza

“A truculência de Roma emoldura um problema maior: o apagão mental das autoridades que deveriam impor limites a Bolsonaro no Brasil”, diz o jornalista sobre a agressão feita por seguranças de Jair Bolsonaro (Sem Partido) contra jornalistas.

O jornalista Josias de Souza afirma, em sua coluna no Portal UOL, que as agressões feitas pelos seguranças de Jair Bolsonaro (Sem Partido) contra repórteres que cobriam a reunião de cúpula do G20, realizada em Roma, mostra que ““o Brasil é presidido pelo símbolo da estupidez inimputável”.

“Quando seguranças percebem que a autoridade patrocina hostilidades, passam a crer que fazem parte de uma milícia onipotente. A insensatez de Bolsonaro é um estímulo à violência. Com sua retórica encrespada, o presidente empurra os agentes para a delinquência. A cumplicidade criada entre protegido e protetores explica a conversão do esquema de segurança em anarquia”, avalia Josias.

Para ele, “a truculência de Roma emoldura um problema maior: o apagão mental das autoridades que deveriam impor limites a Bolsonaro no Brasil. A Procuradoria-Geral da República o enxerga como inviolável e imune. O Legislativo e o Judiciário o tratam como intocável e impune”. “Há um mês, Bolsonaro já expusera o Brasil a vexame ao exibir seu arcaísmo num discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU. A ida do capitão ao encontro do G20 revelou-se mais uma inutilidade a serviço da desmoralização do país”, completa.

“O brasileiro paga as viagens do presidente para que ele seja pária no estrangeiro. Só Bolsonaro não paga por nada. Todos os seus defeitos estão perdoados. Seus crimes foram preventivamente prescritos. É como se vigorasse um entendimento tácito de que ser Bolsonaro já é castigo suficiente para qualquer um. O problema é que o personagem se esforça para demonstrar que não é qualquer um”, afirma ele no texto.

“Graças à inércia das instituições nacionais, o símbolo não precisa responder pelo que simboliza. Livre de todos os incômodos, Bolsonaro entrou para a galeria dos seres inimputáveis, ao lado dos menores de idade e dos índios isolados. O Brasil é presidido pelo símbolo da estupidez inimputável”, finaliza o colunista.


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