06/12/2019 às 02h10min - Atualizada em 06/12/2019 às 02h10min

CPI em São Paulo pede indiciamento de Itaú e Safra por organização criminosa para sonegar impostos

Segundo relatório da CPI o Itaú sonegou R$ 4 bilhões e o banco Safra, R$ 14 milhões.

que investiga indícios de sonegação fiscal cometida por bancos pediu, nesta quinta-feira (5), em relatório final, o indiciamento de 97 diretores do Itaú, além dos integrantes do Conselho de Administração, entre eles os co-presidentes Pedro Moreira Salles e Roberto Setúbal.

Os executivos são acusados por prática de crime contra a ordem tributária, organização criminosa e falsidade ideológica.

A CPI também pediu que o Ministério Público (MP) indicie membros do conselho do Banco Safra, como seu atual presidente, Alberto Corsetti.

O relatório destaca que o Itaú sonegou cerca de R$ 4 bilhões nos últimos 5 anos ao transferir o domicílio fiscal de parte de seus negócios para Poá, cidade da região metropolitana de São Paulo. O documento diz, ainda, que apesar de a sede de algumas empresas do grupo estar oficialmente fora da capital, as atividades ocorriam no município.

O presidente da CPI, vereador Ricardo Nunes (MDB), celebrou os trabalhos do colegiado.

“Tudo indica que esse relatório será de enorme relevância. Estimamos que teremos dezenas de diretores de bancos indiciados criminalmente por fraude, falsificação de documento, crime tributário. Essa CPI vai levar o seu trabalho até o último momento buscando Justiça”, disse.

A gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) já havia multado o Itaú Unibanco em R$ 3,8 bilhões por suposta fraude fiscal.

Em maio, segundo o jornal Folha de S.Paulo, o banco chegou a fechar um acordo com a Câmara de Vereadores para trazer operações para a capital e, assim, recolher R$ 230 milhões aos cofres da prefeitura.

Em relação ao Safra Leasing, R$ 14,9 milhões teriam sido sonegados de 2014 a 2016.


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