30/09/2019 às 00h10min - Atualizada em 30/09/2019 às 00h10min

Nos EUA, maioria apoia processo de impeachment contra Trump, diz pesquisa

O resultado vem a público menos de uma semana depois de a presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, anunciar que a Casa abriria o processo.

Um total de 55% dos americanos é favorável à abertura de um processo de impeachment contra o presidente dos EUA, Donald Trump, segundo uma pesquisa da empresa YouGov para a rede de TV CBS divulgada no domingo (29).

Trump é acusado de ter pedido ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que o país investigasse o ex-vice-presidente americano Joe Biden, pré-candidato democrata nas eleições de 2020 e possível adversário de Trump. O risco é de que a conversa seja interpretada como um pedido para interferência estrangeira na disputa eleitoral dos EUA. O presidente americano nega irregularidades.

Ainda de acordo com o levantamento, 42% disseram que Trump merece sofrer o impeachment por causa deste caso, mas 36% são contra e outros 22% declararam que ainda é cedo para responder.

O resultado vem a público menos de uma semana depois de a presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, anunciar que a Casa abriria o processo. Se a maioria simples dos deputados aprovarem o pedido, Trump será julgado no Senado - dois terços dos senadores precisariam votar contra o presidente para tirá-lo do cargo.

No entanto, enquanto a Câmara tem maioria democrata, o Senado é dominado pelo Partido Republicano, o mesmo de Trump.

Segundo a pesquisa divulgada pela CBS, apenas 23% dos republicanos apoiam a abertura do processo de impeachment contra Trump. Entre os democratas, o apoio é de 87%.

De acordo com reportagem da TV NBC, auxiliares do alto escalão do governo Trump articulam uma resposta à iminente abertura do processo de impeachment, preocupados com a falta de coordenação na comunicação do presidente e aliados nos últimos dias.

O diagnóstico é de que Trump caminha para encarar a maior ameaça ao seu mandato até aqui. O grupo considera inclusive a possibilidade de trazer de volta antigos auxiliares, como o estrategista político Steve Bannon e o ex-chefe de campanha Corey Lewandowski.


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