29/09/2019 às 00h32min - Atualizada em 29/09/2019 às 00h32min

Sob Bolsonaro e Guedes, Brasil vira o país da informalidade

O emprego sem carteira de trabalho assinada no setor privado bateu novo recorde da série histórica, num total de 11,8 milhões de pessoas. Também renovou a máxima histórica o número de trabalhadores por conta própria, que totalizou 24,3 milhões de pessoas.

A taxa de desemprego ficou estável no trimestre encerrado em agosto ante os três meses findos em julho, mas caiu na comparação com os três meses findos em maio, para 11,8%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (28).

Houve queda nos níveis de população desocupada e na população desalentada, mas o emprego sem carteira de trabalho assinada no setor privado bateu novo recorde da série histórica.

A taxa de 11,8% representa uma queda de 0,4 ponto percentual em relação à taxa do trimestre de março a maio de 2019 (12,3%).

Comparada ao mesmo trimestre de 2018, a taxa de desocupação cedeu 0,3 ponto percentual.

A taxa de 11,8% é a mais baixa para trimestres fechados em agosto desde 2016, quando o percentual também foi de 11,8%.

Sobre o trimestre de março a maio, houve queda nos níveis de população desocupada (-3,2%), na taxa composta de subutilização da força de trabalho (baixa de 0,7 ponto percentual), na população subutilizada (-2,7%) e na população desalentada (-3,9%).

A população ocupada cresceu tanto na comparação com o trimestre findo em maio (+0,7%) quanto em relação ao mesmo trimestre do ano passado (+2,0%).

Mas o emprego sem carteira de trabalho assinada no setor privado bateu novo recorde da série histórica, num total de 11,8 milhões de pessoas - alta de 3,6% ante o trimestre anterior comparável e de 5,9% frente ao mesmo período de 2018.

Também renovou a máxima histórica o número de trabalhadores por conta própria, que totalizou 24,3 milhões de pessoas, com estabilidade frente ao trimestre anterior e alta de 4,7% em relação aos mesmos três meses do ano passado.

O rendimento médio real habitual foi de R$ 2.298 no trimestre móvel terminado em agosto de 2019 ficou estável em ambas as comparações, assim como a massa de rendimento real habitual (R$ 209,9 bilhões) do mesmo período.


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