12/05/2021 às 12h00min - Atualizada em 12/05/2021 às 12h00min

Doria diz que CoronaVac terá produção interrompida a partir de sábado (15) e culpa Bolsonaro

A Sinovac, empresa chinesa parceira do Instituto Butantan na produção do imunizante, atrasou o envio de 10 mil litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) necessário para fazer a CoronaVac. E de acordo com Doria, isso teria acontecido como represália pelas declarações de Jair Bolsonaro (Sem Partido) sobre a China.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), informou nesta quarta-feira (12) que a produção de CoronaVac será interrompida a partir de sábado (15). O motivo é a ausência dos insumos que compõem a vacina.

A Sinovac, empresa chinesa parceira do Instituto Butantan na produção do imunizante, atrasou o envio de 10 mil litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) necessário para fazer a CoronaVac. E de acordo com Doria, isso teria acontecido como represália pelas declarações de Jair Bolsonaro (Sem Partido) sobre a China.

O embarque já poderia ter sido feito no final do mês de abril. Dado aos ataques do presidente Jair Bolsonaro, dos filhos do presidente Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes, houve um recuo do governo chinês para a liberação do embarque desses 10 mil litros de IFA para o Brasil”, declarou Doria em entrevista à Rádio Bandeirantes.

O governador considerou que o travamento na liberação dos insumos foi decisão do governo chinês, e não da Sinovac, uma vez que o IFA foi enviado normalmente para outros países, como o Chile. Doria, porém, evitou criticar os líderes asiáticos pelo comportamento.

“O governo da China não está punindo a população brasileira. Mais de 55 milhões de vacinas aplicadas nos brasileiros são vacinas com insumos da China. A China está salvando o Brasil, e não matando o Brasil. A China está protegendo a vida de brasileiros”, afirmou.

Na última quarta-feira, em um pronunciamento exaltado e repleto de declarações controversas, Bolsonaro insinuou que o novo coronavírus pode ter sido criado pela China. Sem citar o nome do país, levantou, ainda, a possibilidade de a suposta elaboração da Covid-19 fazer parte de uma nova guerra.

“É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em um laboratório ou nasceu por algum ser humano ingerir um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem que é uma guerra química bacteriológica e radiológica. Será que estamos enfrentando uma nova guerra? Qual país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês”, declarou Bolsonaro.

No mês passado, o ministro Paulo Guedes, durante encontro do Conselho de Saúde Complementar, disse que o coronavírus foi criado na China e ainda criticou a eficácia da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac. “O chinês inventou o vírus, e a vacina dele é menos efetiva do que a do americano”, declarou sem saber que estava sendo filmado.

Ao descobrir que estava gravando, o ministro da Economia pediu: “Só não manda para o ar, por favor”. No entanto, a transmissão era ao vivo. Minutos depois, o vídeo foi retirado do ar.


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