02/05/2021 às 17h48min - Atualizada em 02/05/2021 às 17h48min

Com câncer no sistema digestivo, prefeito Bruno Covas decide se licenciar do cargo

Vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB) assumirá a maior prefeitura do país; tucanos veem ascensão com reserva.

Em tratamento contra um câncer agressivo no sistema digestivo, que já produziu metástase óssea, Bruno Covas (PSDB) decidiu se licenciar da prefeitura de São Paulo - SP.

O tucano deixará o posto da o vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB).

Covas teve alta na semana passada e continua o tratamento em casa. Os médicos consideram seu estado de saúde delicado.

O prefeito tem recebido alimentação venosa.

Ele foi tratado com quimioterapia e imunoterapia, mas a doença avançou no começo deste ano.

Reeleito no segundo turno em novembro passado, o tucano vinha despachando do hospital e de casa, mas agora seu estado inspira mais cuidados.

Nunes, que era vereador, é ligado ao grupo do presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (DEM), que há mais de uma década controla o orçamento municipal em sua passagem pelo Legislativo.

Entre tucanos, sua ascensão é vista com reservas, em especial da hipótese de o afastamento de Covas se estender. relatam Igor Gielow Cláudia Collucci, no jornal Folha de S. Paulo.

No Palácio dos Bandeirantes, contudo, a avaliação do governo João Doria (PSDB), fiador de Nunes na chapa com Covas em nome de uma aliança maior para 2022, o vice tem recebido elogios por seu desempenho em reuniões e ações recentes na prefeitura.

Segundo boletim médico divulgado por sua assessoria na semana passada, o tratamento oncológico do prefeito, com um novo protocolo de quimioterapia em conjunto com imunoterapia, continuaria a ser feito, com aplicações de 48 horas a cada duas semanas.

O câncer de Bruno Covas teve origem na cárdia, uma válvula no trato digestivo, e depois afetou também o fígado. Ele iniciou tratamento ainda em 2019 e evita, desde então, afastar-se de suas funções na prefeitura, limitando suas licenças médicas.

Entre outubro de 2019 e fevereiro último, o prefeito fez oito sessões de quimioterapia. As lesões cancerígenas regrediram, mas não desapareceram por completo.


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