10/11/2019 às 13h41min - Atualizada em 10/11/2019 às 13h41min

Pressionado por protestos, Evo Morales decide convocar novas eleições na Bolívia

Mais cedo, OEA afirmou que houve irregularidades na eleição de 20 de outubro, que vem sendo alvo de protestos da oposição.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou na manhã deste domingo (10) que decidiu renovar os membros do Tribunal Superior Eleitoral e convocar novas eleições.

“[Decidi] convocar novas eleições nacionais que mediante ao voto permitam ao povo boliviano eleger democraticamente suas novas autoridades, incorporando novos atores políticos”, afirmou.

Ele disse também que vai “renovar a totalidade de membros do Tribunal Superior Eleitoral; nas próximas horas a Assembleia Legislativa Plurinacional, em concordância com todas as forças políticas estabelecerá os procedimentos para isso”.

“Quero pedir para baixarmos toda a tensão. Todos temos a obrigação de pacificar a Bolívia”.

O anúncio veio logo depois que a Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou que houve irregularidades na eleição presidencial do dia 20 de outubro, quando Evo foi reeleito em primeiro turno, e recomendou que uma nova votação seja feita.

Morales venceu as eleições realizadas em 20 de outubro - na contagem final, ele teve 47,07% dos votos, e Carlos Mesa, o segundo colocado, 36,51%. Como é uma diferença de mais de 10 pontos percentuais, o atual presidente foi reeleito em primeiro turno.

O resultado foi contestado pela oposição e, no dia 30 de outubro, a Bolívia e a OEA concordaram em realizar uma auditoria.

Em seu comunicado, a OEA diz: “A equipe de auditores não pôde validar o resultado da presente eleição, e recomenda um outro processo eleitoral. Qualquer futuro processo deverá contar com novas autoridades eleitorais para poder levar a cabo eleições confiáveis”.

Neste domingo, Carlos Mesa disse que Evo não deveria ser candidato nas próximas eleições. “'Evo Morales não pode presidir o processo eleitoral, nem ser candidato”, afirmou. O líder opositor pediu um acordo nacional, com a participação de políticos e cidadãos, e disse que no próximo processo eleitoral, se Evo “ainda tem um pingo de patriotismo, deve ficar de lado”.

Outro líder da oposição, Fernando Camacho, disse que a auditoria da OEA mostra que houve fraude e que, portanto, Evo precisa renunciar.


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