15/03/2021 às 22h12min - Atualizada em 15/03/2021 às 22h12min

Contra nome do Centrão, Bolsonaro se isolou com indicação de Queiroga para o Ministério da Saúde

Ludhmila Hajjar, que foi constrangida e ameaçada por bolsonaristas, era a indicada do Centrão para o Ministério da Saúde. Ela tinha apoio de Arthur Lira e do STF.

Após Jair Bolsonaro (Sem Partido) confirmar o médico Marcelo Queiroga como novo ministro da Saúde e a médica indicada por Arthur Lira (presidente da Câmara dos Deputados), Ludhmila Hajjar, ser constrangida e ameaçada por bolsonaristas, o Centrão decidiu criticar o governo federal. Segundo reportagem do Estado de S. Paulo, a decisão “isolou” Bolsonaro.

Segundo o jornal paulista, “há um tom de ameaça no ar”. “Um influente político do Centrão resume: Bolsonaro quis escolher um nome sozinho. Não tem problema. Mas terá que acertar na seleção do seu quarto ministro da Saúde porque, caso seja necessário fazer uma nova troca, o País não vai parar para discutir quem será o quinto, mas sim o próximo presidente da República. Na versão de um deputado, ninguém mais ficará brincando de escolher ministro”, diz a reportagem.

Hajjar também tinha apoio do Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir o Ministério da Saúde. Na Corte também “o tratamento dado a ela foi considerado lamentável”.

Ainda, a reportagem diz que “dois ministros consultados pela reportagem dizem que Bolsonaro pode não ter iniciado os ataques a ela nas redes sociais, mas também não pediu para que seus apoiadores parassem”, como fez quando da indicação de Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República.


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