27/02/2021 às 19h59min - Atualizada em 27/02/2021 às 19h59min

Bolsonaro não corrige tabela e obriga 10,5 milhões a pagar Imposto de Renda

De acordo com o Sindifisco Nacional, 10,5 milhões de brasileiros estariam isentos do imposto se houvesse a correção da tabela. Na campanha eleitoral, Bolsonaro prometeu isentar quem ganhasse até cinco salários mínimos Devido à ausência de reajustes ou às correções abaixo da inflação oficial, a tabela do IR acumula uma defasagem de 113,09% desde 1996 até o ano passado.

Jair Bolsonaro (Sem Partido) adiou novamente o cumprimento de sua promessa de campanha, de corrigir a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), o que representa um novo aumento dos impostos. A cada ano, mais brasileiros são obrigados a pagar IR. E quem já paga terá que desembolsar mais dinheiro.

De acordo com estudo do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), 10,5 milhões de brasileiros estariam isentos do imposto se houvesse a correção da tabela. Os dados mostraram que, devido à ausência de reajustes ou às correções abaixo da inflação oficial (medida pelo IPCA), a tabela do IR acumula uma defasagem de 113,09% desde 1996 até o ano passado. As estatísticas foram publicadas pelo Portal UOL.

Atualmente, a isenção do imposto vale para quem ganha até R$ 1.903,98 por mês (menos de dois salários mínimos). Se a tabela fosse corrigida ao menos pela inflação, a isenção deveria valer para todos que ganham até R$ 4.022,89.

Na campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro prometeu isentar todos os brasileiros que ganhassem até cinco salários mínimos (pouco menos de R$ 5.000 na época). No fim de 2019, ele prometeu reduzir o valor para R$ 3.000.

Com a pandemia e o rombo nas contas do governo, Bolsonaro disse que tentará “pelo menos em 2022 passar para R$ 3.000”. Também admitiu que não conseguirá atingir o piso de isenção de R$ 5.000 até o fim do seu mandato.

A partir de segunda-feira (1°), cerca de 32,6 milhões de brasileiros terão que apresentar a declaração anual do IR. Destes, quase 3 milhões de pessoas poderão ter que devolver o auxílio emergencial recebido para enfrentar a pandemia de Covid-19 porque acumularam outras rendas acima de R$ 22.847,76 no ano passado.


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