24/02/2021 às 10h15min - Atualizada em 24/02/2021 às 10h15min

Nicolelis: sem lockdown haverá colapso sanitário nacional e veremos a “devastação épica” do coronavírus

De acordo com o neurocientista Miguel Nicolelis, “ou os políticos brasileiros aprendem rapidamente a pronunciar ‘lockdown’, ou todo Brasil vai entrar em colapso sanitário ao mesmo tempo”.

O neurocientista Miguel Nicolelis afirmou na madrugada desta quarta-feira (24) que atualmente o Brasil é o “maior laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção”. De acordo com o médico, “ou os políticos brasileiros aprendem rapidamente a pronunciar ‘lockdown’, ou todo Brasil vai entrar em colapso sanitário ao mesmo tempo”. Nicolelis deixou a coordenação do Comitê Científico do Consórcio Nordeste há duas semanas.

“Neste momento, o Brasil é o maior laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção. Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica que o SARS-CoV-2 pode causar quando nada é feito de verdade para contê-lo”, disse. “Governantes estão renunciando às suas responsabilidades de liderar e proteger a população. Não há mais nenhum tempo a perder”, acrescentou.

O Brasil registrou 1.370 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 248.646 óbitos desde o começo da pandemia, de acordo com levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta terça-feira (23). A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.095, sendo a terceira maior registrada até aqui.

Devido à falta de coordenação do governo federal para o gerenciamento da crise do coronavírus, a Frente dos prefeitos decidiu formar um consórcio para adquirir vacinas contra a Covid-19.

Segundo números da plataforma Worldometes desta quarta-feira (24), o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking global de casos de coronavírus (10,2 milhões), atrás de Índia (11 milhões) e Estados Unidos (28,8 milhões). O governo brasileiro também contabiliza a segunda maior quantidade de mortes (248 mil) - nessa estatística os EUA também ficam na primeira posição (514 mil).


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