03/11/2019 às 11h08min - Atualizada em 03/11/2019 às 11h08min

Investigadas em esquema de laranjas do PSL dizem que verba delas ajudou Bolsonaro

Candidatas apontadas como de fachada em Pernambuco mencionam produção de material gráfico para presidente com dinheiro público.

As três principais suspeitas de participação no esquema de candidaturas laranjas do PSL em Pernambuco negaram à Polícia Federal (PF) terem participado das irregularidades investigadas , mas afirmaram que o material gráfico feito para elas com verbas públicas teria ajudado a impulsionar a candidatura de Jair Bolsonaro no Estado.

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, uma das suspeitas de participação no esquema, Mariana Nunes , relatou à PF que um contêiner com o material gráfico relativo à campanha deixava o comitê do partido diariamente e as peças eram distribuídas em todo o Estado, “pois todos os candidatos do partido produziram material para Jair Bolsonaro”.

Ainda segundo a reportagem, um ex-integrante da cúpula do PSL em Pernambuco disse em seu depoimento à PF que quando havia necessidade de material de campanha, fosse para Bolsonaro ou para qualquer outro candidato, a solicitação era feita diretamente a assessores de Luciano Bivar, presidente do PSL.

As três candidatas, que não foram eleitas, receberam R$ 781,6 mil do PSL por meio da cota mínima de 30% para candidaturas femininas. A suspeita é que elas não tenham participado efetivamente da campanha e as verbas utilizadas teriam sido desviadas para outras candidaturas.


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