11/02/2021 às 12h32min - Atualizada em 11/02/2021 às 12h32min

Eduardo Leite em recado a Doria: “Não misturei meu sobrenome ao de Bolsonaro”

“Diferentemente do governador Doria, eu não fiz campanha casada com Bolsonaro, não manifestei apoio ao candidato”, afirmou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que vem sendo incentivado por uma parte do PSDB adversária de João Doria a entrar na disputa pelo posto de presidenciável em 2022. “Em nenhum momento misturei o meu sobrenome ao dele”.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, vem sendo incentivado por uma parte do PSDB adversária do governador de São Paulo, João Doria, a entrar na disputa pelo posto de presidenciável em 2022. O chefe do Executivo gaúcho criticou a aliança do companheiro de partido com Jair Bolsonaro (Sem Partido) nas eleições de 2018.

“Diferentemente do governador Doria, eu não fiz campanha casada com Bolsonaro, não manifestei apoio ao candidato. Em nenhum momento misturei o meu sobrenome ao dele. Pelo contrário, me manifestei como eleitor entre duas alternativas, para que logo depois de tantos escândalos de corrupção não houvesse o retorno ao poder do PT”, disse Leite em entrevista ao jornal O Globo.

“Mas em 2022 teremos um longo caminho e o processo eleitoral até chegar lá. É prematuro fazer qualquer tipo de pacto de não agressão simplesmente para vencer uma candidatura sem saber o que as outras vão defender”, acrescentou.

O governador aproveitou para comentar a situação do deputado federal Aécio Neves dentro da sigla. “Eu não vejo aecismo ou aecistas no partido. Eu não tenho contato com o deputado Aécio Neves. Nenhuma relação. Já manifestei publicamente, em outras oportunidades, que entendo que o processo de expulsão do deputado deveria ter levado efetivamente à expulsão”, disse.

“Eu, tanto quanto outros brasileiros, me decepcionei ao ouvir aquela gravação (conversa em que Aécio pede dinheiro ao empresário Joesley Batista). Uma forma de fazer política que não está de acordo com a forma que eu penso a política”, afirmou

Ao falar sobre a eleição para a presidência da Câmara, Leite afirmou que muitas questões “pesaram mais do que qualquer posicionamento político em relação ao governo”. “Até porque o Arthur Lira foi apoiado pelo governo, mas não era o candidato do governo. Acho errado atribuir isso a um deputado, como é o caso que se atribui ao deputado Aécio Neves”.


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