06/01/2021 às 12h57min - Atualizada em 06/01/2021 às 12h57min

Governo de São Paulo prevê vacinação contra Covid-19 de 7h às 22h de segunda a sexta-feira e em horário reduzido aos finais de semana

Cronograma foi apresentado pelo governo paulista aos prefeitos em reunião virtual nesta quarta-feira. Butantan deve enviar pedido de registro e liberação para uso emergencial da CoronaVac nesta quinta-feira, quando governo pretende divulgar dados da eficácia da vacina.

O governo de São Paulo apresentou novos detalhes do Plano Estadual de Imunização contra o coronavírus nesta quarta-feira (6), e informou que a vacinação irá ocorrer de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, e de 7h às 17h aos sábados, domingos e feriados.

O anúncio foi feito pelo secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, durante a reunião do governador João Doria (PSDB) com prefeitos do estado para tratar do plano de vacinação.

Produzida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, a CoronaVac ainda precisa ter a eficácia comprovada antes de ser liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A previsão do governo de São Paulo é a de que os documentos sejam entregues à Anvisa nesta quinta-feira, quando também devem ser divulgados os resultados dos testes feitos no país.

Mesmo com os adiamentos na divulgação da eficácia da CoronaVac, o governo mantém a previsão de início da vacinação no dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo - SP.

O secretário também informou que além dos 5.200 postos de vacinação já existentes nas cidades do estado, esse número deve ser ampliado para 10 mil com a utilização de escolas, quartéis da PM, estações de trem, terminais de ônibus, farmácias e sistema drive-thru.

Na 1ª fase, devem ser vacinadas 9 milhões de pessoas no estado. Como a CoronaVac prevê duas doses, estão previstas 18 milhões de doses para essa fase. Além de idosos com mais de 60 anos, serão contemplados os profissionais de saúde, indígenas e quilombolas.


Na logística da 1ª fase de imunização, o governo do estado prevê:

  • Atuação de 54 mil profissionais de saúde;
  • Uso de 27 milhões de seringas e agulhas;
  • 5.200 câmaras de refrigeração;
  • 25 postos estratégicos de armazenamento e distribuição regional;
  • 30 caminhões refrigerados de distribuição diária;
  • 25 mil policiais para escolta das vacinas e segurança dos locais de vacinação.

Jean cobrou dos gestores municipais empenho na fiscalização das medidas de isolamento estabelecidas pelo plano estadual. Durante a reunião, ele afirmou que o estado está contratando profissionais e ampliando o número de leitos para tentar conter o avanço da doença.

“Nós tivemos um incremento do número de casos, óbitos e internações em todas as regiões do nosso estado. Entendemos que era algo que jamais imaginávamos tanto no mundo, no Brasil e no próprio estado porque vivenciávamos, durante 12, 13 semanas, uma evolução de queda de todos esses índices e que de uma forma muito abrupta voltou a varrer tanto vidas quanto encher os nossos hospitais”, disse o secretário.

Durante seu discurso na reunião, Doria disse que a prioridade dos governantes deve ser a área da saúde com a proteção à vida, defesa da ciência e vacinação. O governador criticou os prefeitos dos 20 municípios que não aderiram à fase vermelha da quarentena durante as festas do fim do ano.

Os encontros virtuais com os prefeitos devem ocorrer a cada 6 meses e o próximo está marcada para o mês de julho.


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