04/01/2021 às 10h09min - Atualizada em 04/01/2021 às 10h09min

Incapaz de comprar agulhas e seringas, governo agora proíbe exportações

Após o Ministério da Saúde fracassar em sua última tentativa de compra de seringas e agulhas, o governo brasileiro decidiu proibir a exportação desses materiais. A decisão foi informada neste domingo (3) pela secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

Em meio às dificuldades do governo federal e de estados para comprar agulhas e seringas, o Ministério da Economia decidiu proibir a exportação desses materiais, escreve o Portal G1. Diante da iminente chegada de vacinas contra a Covid-19 ao Brasil, diversos estados têm enfrentado dificuldades para conseguir comprar seringas.

Enquanto empresas brasileiras têm justificado a impossibilidade de fornecer o material ao país por já estarem comprometidas com o mercado internacional, em perfil nas redes sociais, o Ministério da Saúde chamou de “fake news” notícias sobre o desempenho do governo na busca por seringas.

Em meados de abril, entrou em vigor a lei n° 13.993, que proibiu a exportação de ventiladores pulmonares mecânicos e circuitos, camas hospitalares, e equipamentos de proteção individual (EPIs) de uso na área de saúde, como luva látex, luva nitrílica, avental impermeável, óculos de proteção, gorro, máscara cirúrgica e protetor facial.

Por causa do decreto assinado por Jair Bolsonaro (Sem Partido), a exportação destes produtos, incluindo seringas e agulhas, poderia ser proibida para evitar o desabastecimento no Brasil.

Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, havia encaminhado no dia 2 de janeiro, segundo a revista Veja, um pedido para o Ministério da Economia requisitando que a pasta restrinja a exportação de insumos necessários para a vacinação, como agulhas e seringas. A justificativa para a solicitação envolve a previsão de que o sistema de saúde necessitará de um acréscimo de 100% na demanda pelos insumos, com a inserção da vacina contra a doença no Plano Nacional de Imunização, o PNI.

O pedido seria feito novamente pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) nesta segunda-feira (4). Porém, a pasta da Economia se antecipou e adotou medida semelhante à que foi feita no início da pandemia em relação à exportação de respiradores.


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