17/12/2020 às 12h36min - Atualizada em 17/12/2020 às 12h36min

MP denuncia seis pessoas pela morte de João Alberto no Carrefour

Se a Justiça aceitar a denúncia, eles viram réus por homicídio triplamente qualificado. Assassinato de cidadão negro no Carrefour Passo D'Areia completa um mês neste sábado (19).

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) denunciou, nesta quinta-feira (17), seis pessoas pela morte de João Alberto Silveira Freitas, cidadão negro que foi morto após ser espancado no supermercado Carrefour Passo D'Areia, em Porto Alegre - RS, na véspera do Dia da Consciência Negra. Se a Justiça aceitar a denúncia, eles viram réus.

Os seguranças acusados das agressões, Giovane Gaspar da Silva e Magno Braz Borges, e quatro funcionários do supermercado, Adriana Alves Dutra, Paulo Francisco da Silva, Kleiton Silva Santos e Rafael Rezende, vão responder por homicídio triplamente qualificado com dolo eventual (motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima). O MP incluiu ainda o racismo como forma da qualificação por motivo torpe.

Quem são os denunciados:

  • Giovane Gaspar da Silva: segurança e ex-PM temporário, autor da agressão;
  • Magno Braz Borges: segurança, autor da agressão;
  • Adriana Alves Dutra: funcionária do Carrefour que tentou impedir gravação e tem, segundo a polícia, comando sobre os demais funcionários;
  • Paulo Francisco da Silva: funcionário da empresa terceirizada de segurança Vector que impede acesso da esposa à vítima que agonizava;
  • Kleiton Silva Santos: funcionário do mercado que auxilia na imobilização da vítima;
  • Rafael Rezende: funcionário do mercado que auxilia na imobilização da vítima.

O MP pediu que os denunciados respondam ao processo presos e solicitou à Justiça a prisão preventiva de Kleiton Silva Santos, Rafael Rezende e Paulo Francisco da Silva e a conversão em preventiva da prisão temporária de Adriana Alves Dutra.

Foram instaurados ainda três inquéritos civis pelo MP-RS: um sobre danos morais coletivos, outro para investigar a política de direitos humanos no grupo Carrefour e ainda para colher informações sobre a atuação da Brigada Militar na fiscalização de empresas privadas de segurança.


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