21/08/2020 às 18h15min - Atualizada em 21/08/2020 às 18h15min

Bolsonaro e Mourão pedem que TSE rejeite incluir investigação do Facebook nas ações de cassação da chapa

Ao derrubar 88 páginas e perfis ligados ao clã Bolsonaro, o Facebook afirmou que elas agiam desde as eleições de 2018 para enganar sistematicamente o público, sem informar a verdadeira identidade dos administradores.

Jair Bolsonaro (Sem Partido) e Hamilton Mourão (PRTB) ingressaram com pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando que a investigação do Facebook que resultou na derrubada de contas bolsonaristas não seja incluída nas ações que pedem a cassação dos seus mandatos.

Durante o segundo turno das eleições de 2018, o jornal Folha de S. Paulo revelou que correligionários de Bolsonaro dispararam, em massa, centenas de milhões de mensagens, prática vedada pelo TSE. O esquema foi financiado por empresários sem a devida prestação de contas à Justiça Eleitoral, o que pode configurar crime de caixa dois. As informações se transformaram em duas ações em tramitação no TSE, apresentada por PT e PDT.

Em julho, o Facebook tirou do ar 88 contas e páginas com operações ligadas a funcionários de Jair, Flávio e Eduardo Bolsonaro. As contas também têm relações com funcionários dos deputados estaduais Alana Passos e Anderson Moraes (PSL).

De acordo com o Facebook, as contas derrubadas agiam desde as eleições de 2018 para enganar sistematicamente o público, sem informar a verdadeira identidade dos administradores. Também foram removidas 38 contas do Instagram envolvidas com irregularidades.


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