14/08/2020 às 10h43min - Atualizada em 14/08/2020 às 10h43min

Assessores de Flávio Bolsonaro sacaram R$ 7,2 milhões em espécie e devolveram em média 60% dos salários

Esquema de corrupção da rachadinha envolvia servidores-fantasma que devolviam ao tesoureiro Fabrício Queiroz grande parte do que recebiam na Alerj ao clã Bolsonaro.

O crescimento do patrimônio imobiliário do clã Bolsonaro pode ser explicado pelo grande volume de recursos movimentado pelo esquema de corrupção da rachadinha, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e também no Congresso Nacional.

“Ex-assessores do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) investigados pelo Ministério Público (MP) sacaram, em dinheiro vivo, pelo menos R$ 7,2 milhões. O valor sacado em espécie corresponde a 60% do que os servidores receberam dos cofres públicos fluminenses e é um indício de que havia um esquema de devolução de parte dos salários, a ‘rachadinha’, no gabinete”, aponta reportagem do jornalista Caio Sartori, do jornal O Estado de S. Paulo.

“As retiradas dos assessores coincidiram com períodos nos quais, segundo o MP, Flávio pagou despesas usando dinheiro em espécie. O cálculo considera 24 ex-funcionários do atual senador quando ele era deputado estadual no Rio e exclui valores sacados pelo ex-assessor Fabrício Queiroz - que, segundo os promotores, seria o operador do suposto esquema”, revela ainda o jornalista.

“O principal caso apontado pelos investigadores até agora é o da compra de dois imóveis em Copacabana, na zona sul do Rio, em dezembro de 2012. O parlamentar, segundo suspeita o MP, teria pagado, ‘por fora’, R$ 638,4 mil ao vendedor, enquanto os registros oficiais da compra mostram o valor de R$ 310 mil - pagos regularmente. O então deputado estadual também usou R$ 86,7 mil em dinheiro na compra de 12 salas comerciais, em 2008”, completa a reportagem.


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