08/08/2020 às 20h59min - Atualizada em 08/08/2020 às 20h59min

Brasil supera 100 mil mortes por Covid-19, segundo consórcio de veículos de imprensa

O total de óbitos registrados é de 100.240, com 2.988.796 casos da doença provocada pelo coronavírus. Primeira morte por Covid-19 foi registrada há quase cinco meses, em 12 de março. O coronavírus deixou mortos em 3.692 dos 5.570 municípios brasileiros, ou 66,2% do total.

O Brasil superou neste sábado (8) a triste marca de 100 mil mortes pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O total de óbitos registrados é de 100.240, com 2.988.796 casos de Covid-19.

A primeira vítima foi uma mulher de 57 anos, que morreu em São Paulo - SP em 12 de março - a morte foi divulgada no dia 17 daquele mês. Desde então, foram menos de cinco meses até a marca de 100 mil mortes. A Covid-19 deixou mortos em 3.692 dos 5.570 municípios brasileiros, ou 66,2% do total.

O Brasil é o segundo país em todo o mundo a atingir esse indicador com o Covid-19: em maio, os Estados Unidos chegaram a mais de 100 mil mortos, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins. Hoje, são mais de 160 mil vítimas nos EUA. Da primeira morte, em fevereiro, à de número 100 mil, em 27 de maio, se passaram pouco mais de três meses.

Os números que colocam o Brasil em destaque negativo já superam o total de mortos em eventos como a Gripe Espanhola e a Guerra do Paraguai. Em outro comparativo, é possível apontar que apenas 324 dos 5.570 municípios brasileiros tinham, em 2019, mais de 100 mil habitantes, segundo o IBGE.

São também, no mínimo, 600 mil pessoas impactadas: segundo estudiosos, o luto pode atingir de seis a dez pessoas por família. A pandemia impôs um sofrimento sem precedentes para centenas de milhares de brasileiros, que perderam entes queridos muitas vezes sem poder se despedir - velórios e enterros passaram a ter restrições para reduzir a possibilidade de transmissão do vírus.

O avanço da doença segue sem perspectiva de diminuição no Brasil: em 34 dos últimos 37 dias (todo o mês de julho e o início de agosto) morreram mais de mil pessoas por dia, segundo indica a média móvel de mortes.

A única maneira de combater a doença em grande escala, segundo os especialistas, é uma vacina, que ainda não está disponível. Na última quinta-feira (6), o governo federal assinou medida provisória para viabilizar a produção no Brasil de 100 milhões de doses de uma das mais promissoras vacinas em teste, a chamada “vacina de Oxford”. O Instituto Butantan, de São Paulo, fechou acordo com o laboratório chinês Sinovac para produzir outra vacina bem-sucedida nos testes até agora contra a Covid-19.

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.


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