06/08/2020 às 10h05min - Atualizada em 06/08/2020 às 10h05min

Secretário de Transportes de São Paulo é preso em operação da PF contra desvios na Saúde

Alexandre Baldy (PP) foi deputado federal por Goiás e ministro das Cidades de Temer.

A força tarefa da Lava Jato prendeu, nesta quinta-feira (6), Alexandre Baldy, secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, por suspeita de fraudes na Saúde. Outras duas pessoas foram presas, entre elas um pesquisador da Fiocruz, Guilherme Franco Netto.

As prisões do secretário e do pesquisador são temporárias. O prazo é de cinco dias, mas pode ser prorrogado.

As prisões são parte da Operação Dardanários, contra desvios na Saúde no Rio de Janeiro e em São Paulo, envolvendo órgãos federais. A PF afirma que identificou “conluio entre empresários e agentes públicos, que tinham por finalidade contratações dirigidas”.

Alexandre Baldy, que foi deputado federal por Goiás e ministro das Cidades no governo do ex-presidente Michel Temer, é apontado por atos suspeitos antes de assumir a pasta no governo de São Paulo.

De acordo com a operação, ele intermediava contratos de organização social com o Hospital de Urgência da Região Sudoeste Dr. Albanir Faleiros Machado (HURSO), de Goiás, com a Junta Comercial de Goiás e com a Fiocruz (Funasa).

Ainda de acordo com a operação, Baldy recebia um percentual pela intermediação e chegou a oferecer vantagem a um colaborador para que não entregasse o esquema. Ele teria usado de sua influência tanto como deputado e, depois, como ministro.

Em endereço ligado a Baldy em Brasília, foram apreendidos R$ 90 mil em dois cofres.

Baldy é, atualmente, responsável pelo metrô paulistano e pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Ele foi preso em casa, no bairro dos Jardins, mas, até por volta de 9h, a PF e a assessoria do secretário não haviam confirmado se ele já havia sido levado para a sede da Polícia Federal.

O pesquisador da Fiocruz Guilherme Franco Netto foi preso em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.O terceiro alvo de mandado de prisão seria uma pessoa que trabalhou com Baldy em Brasília e em São Paulo, mas o nome dele não foi divulgado e ele ainda não foi encontrado pela PF, segundo informações da GloboNews.

O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, expediu seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão em Petrópolis - RJ, São Paulo - SP, São José do Rio Preto - SP, Goiânia - GO e Brasília - DF.

Segundo a PF, dardanários são “agentes ‘de negócios’, atravessadores que intermediavam as contratações dirigidas”.


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