22/07/2020 às 17h10min - Atualizada em 22/07/2020 às 17h10min

Mitos e verdades sobre o pré e pós-parto

Especialista esclarece algumas das principais dúvidas das futuras mamães.

Durante todo o período da gestação até o pós-parto, o corpo da mulher passa por algumas transformações e situações que podem trazer muitas dúvidas às mães, principalmente para aquelas de primeira viagem. Além disso, nesse período, surgem muitas dúvidas e questionamentos que ajudam a aumentar a insegurança em torno do parto. Para tentar esclarecer alguns pontos, o coordenador do Centro de Especialidades em Saúde da Mulher do Hospital Santa Cruz, o ginecologista e obstetra Dr. André de Paula Branco (CRM-PR 18.011, RQE 11.804), preparou uma pequena lista de mitos e verdades:

Toda gestante precisa tomar vitaminas?

Mito. O uso de vitaminas ajuda muito no pré-natal e algumas podem faltar no processo de gestação do bebê. Mas, não dá para afirmar que é obrigatório para todas as mulheres. Quando há uma carência especial, é necessário fazer uma reposição individualizada de cada vitamina faltante.

Os enjoos só ocorrem no primeiro trimestre?

Mito. Os vômitos e as náuseas podem acontecer durante toda a gestação, porém são mais comuns no primeiro trimestre por conta de algumas alterações hormonais, em especial do HCG. A tendência é diminuir após a 12ª ou 14ª semana. Mais para frente, já no final da gravidez, muitas mulheres sentem náuseas e vômitos por outros motivos, como por exemplo, refluxo devido ao tamanho do útero que passa a comprimir o estômago.

Grávidas têm mais cáries?

Mito. Não há nenhum estudo que comprove o aparecimento de cáries durante a gravidez.

Elas também têm mais chances de desenvolver hemorroidas?

Verdade. Durante a gestação, o útero se transforma em um órgão cada vez maior, que vai comprimindo os vasos sanguíneos da região pélvica. Isso dificulta a circulação do sangue, favorecendo a dilatação dos vasos, o que causa as varizes que dão origem às hemorroidas.

E sofrer com prisão de ventre?

Verdade. O processo de digestão se torna mais lento durante a gravidez e há uma tendência em fazer constipação intestinal. Quando necessário, o médico pode receitar alguns medicamentos que ajudam na digestão, tanto durante a gravidez como no pós-parto.

É obrigatório usar cinta no pós-parto?

Mito. A cinta pode ser um instrumento de apoio para algumas mulheres por uma questão de adaptação. Algumas pacientes se sentem mais seguras com a cinta, por dar sustentação e diminuir a sensação de desconforto pós-cirúrgico, geralmente no caso das cesarianas.

A mulher pode engravidar novamente amamentando?

Verdade. É realmente mais difícil a mulher engravidar enquanto amamenta devido aos níveis elevados do hormônio prolactina, que proporciona a lactação. Mesmo assim, não é confiável acreditar que não vai ocorrer, pois a amamentação pode durar meses e os níveis de hormônios são variáveis. Nesse caso, se a paciente não deseja engravidar novamente, é preciso utilizar métodos preventivos.

É normal sangrar após o parto normal?

Verdade. Sangrar no pós-parto é natural nos primeiros dias, mas vai diminuindo ao longo do tempo. Isso ocorre porque há uma perda sanguínea em virtude da saída da placenta e do útero, por um determinado tempo, ainda sangra, porém a perda de sangue é controlada por fatores musculares e hormonais, impedindo que haja um sangramento exagerado.

É normal sentir dor nas primeiras relações sexuais?

Verdade. O corpo da mulher está em recuperação nos primeiros 40 dias. Então, há desconforto sim nas primeiras relações sexuais, principalmente se for nesse período inicial. Não é proibido, mas sim desaconselhado. Se dois ou três meses após o parto a dor ou desconforto permanecer, é necessário investigar.

O formato da barriga implica ou traz riscos para a gravidez?

Mito. O formato ou altura da barriga são subjetivos - muito baixa, muito alta, quadrada -, não conseguimos supor um diagnóstico apenas olhando as características da barriga da paciente.

Grávida não pode pintar os cabelos?

Verdade. Há muitos produtos que possuem componentes de risco e elementos tóxicos para a gravidez e para a formação do bebê. É imprescindível que a gestante converse com o seu obstetra sobre fazer a tintura no cabelo, pois deve haver consenso entre o médico e a paciente.


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