15/07/2020 às 11h23min - Atualizada em 15/07/2020 às 11h23min

Alunos da Smart Fit fazem filas em São Paulo para cancelar a matrícula

Edgard Corona, acionista da rede, é investigado por financiar fake news.

A rede de academias Smart Fit tem registrado grandes filas de clientes para fazer o cancelamento de matrículas. Na unidade da Rua Barão de Limeira, no centro de São Paulo, mais de 20 alunos aguardavam em fila para assinar a ruptura de contrato na tarde da terça-feira (14).

Acionista da empresa, o bolsonarista Edgard Corona foi alvo uma da operação da Polícia Federal (PF), em maio, quando agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no inquérito que investiga a propagação de fake news. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Até dezembro de 2019, a rede Smart Fit contava com 2,5 milhões de alunos e 730 unidades espalhadas por dez países. O fundo canadense CPPIB comprou 12,4% do grupo por R$ 1,07 bilhão, avaliando a companhia em 8,6 bilhões. A aquisição aconteceu em novembro passado.

Atualmente, a Smart Fit amarga os efeitos colaterais da reabertura econômica. De acordo com informações da revista Veja, há mais gente na fila para cancelar o contrato do que dentro da academia treinando. A unidade da Rua Barão de Limeira tem 4.000 alunos cadastrados. Quando eclodiu a investigação do Supremo, a fachada da unidade amanheceu pichada como forma de protesto. A rede pintou o local no mesmo dia.

No site Reclame Aqui, várias pessoas reclamaram da impossibilidade de fazer o cancelamento por plataformas digitais. A empresa exigia que esperassem as portas das unidades abrirem. O Procon acionou a empresa por dificultar o cancelamento.


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