14/07/2020 às 10h13min - Atualizada em 14/07/2020 às 10h13min

Paulinho da Força é alvo de nova fase da Lava Jato e tem contas e bens bloqueados

Os mandados são cumpridos em Brasília - DF e São Paulo - SP. O deputado teve contas bancárias e bens bloqueados.

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta terça-feira (14) sete mandados de busca e apreensão em endereços do deputado Paulo Pereira da Silva o Paulinho da Força, presidente nacional do Solidariedade, no âmbito da operação Dark Side, a primeira fase da operação Lava Jato junto à Justiça Eleitoral de São Paulo.

Os mandados são cumpridos em Brasília - DF e São Paulo - SP. O deputado teve contas bancárias e bens bloqueados.

O inquérito policial foi remetido à Justiça Eleitoral de São Paulo em meados de 2019, com a colaboração premiada de acionista e executivos do Grupo J&F, controlado da JBS.

A investigação encontrou indícios do recebimento pelo deputado de doações eleitorais não contabilizadas, de maneira dissimulada, durante as campanhas de 2010 e 2012, no valor total de R$ 1,7 milhões. Isso foi possível descobrir por meio de quebra dos sigilos bancários, intercâmbio de informações com o COAF e testemunhos de pessoas relacionadas aos fatos.

Os pagamentos da propina teriam ocorrido por meio da simulação da prestação de serviços advocatícios e também mediante o pagamento de valores em espécie, por meio de doleiros.

Um escritório de advocacia, envolvido na simulação da prestação de serviços, tinha como um dos seus sócios o genro do deputado Paulinho da Força. Com a quebra do sigilo bancário do escritório, foi identificada também a transferência de valores próximos à eleição de 2012, oriundos de entidade sindical relacionada ao parlamentar investigado e não declarada em sua campanha.

Os investigados responderão pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, com penas de 3 a 10 anos de prisão, sem prejuízo de responderem por outros crimes que possam ser descobertos.

Por se tratar de parlamentar no exercício do mandato, as investigações em primeira instância, em relação a ele, se restringem aos fatos apurados nos anos de 2010 e 2012. Em relação ao escritório de advocacia, a ação policial também busca provas da atualidade da prática de crimes conexos.


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