25/06/2020 às 18h37min - Atualizada em 25/06/2020 às 18h37min

Novo ministro da Educação aprovou licitação de 30 mil computadores para escola com 255 alunos

Embora o novo ministro tenha um currículo de respeito e se expresse de maneira muito mais adequado à função do que Weintraub, seu passado dá pistas de que pode não ser probo.

O novo ministro da Educação de Bolsonaro nem bem foi nomeado e já começa a ter seus “esqueletos de armário” revelados, conforme mostra reportagem da revista Época.

Carlos Alberto Decotelli, nomeado ministro da Educação nesta quinta-feira (25), deu aval a uma licitação de R$ 3 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) com irregularidades e que foi suspensa após alerta da Controladoria-Geral da União (CGU).

O aviso da licitação de equipamentos eletrônicos para escolas em todo o país foi publicado em 21 de agosto de 2019.

Dois dias depois, Decotelli foi cobrado pela CGU a permitir acesso dos auditores ao processo.

A CGU obteve os documentos em 26 de agosto.

No dia 29, a exoneração de Decotelli foi publicada no Diário Oficial da União.

Na semana seguinte, já com Rodrigo Dias na presidência do FNDE, a licitação foi suspensa.

“O caso que mais chamou a atenção diz respeito à Escola Municipal Laura Queiroz, do município de Itabirito - MG, que registrou a demanda de 30.030 laptops educacionais, embora a escola só tenha registrada na planilha o número de 255 alunos (117,76 laptops por aluno)”, afirmou uma auditoria da CGU sobre essa licitação.

A CGU também apontou riscos de sobrepreço e de propostas de venda fictícias.

Ou seja, embora o novo ministro tenha um currículo de respeito e se expresse de maneira muito mais adequado à função do que Weintraub, seu passado dá pistas de que pode não ser probo.


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