19/06/2020 às 18h28min - Atualizada em 19/06/2020 às 18h28min

Alexandre de Moraes prorroga prisão de extremista Sara Giromini

Decisão de ministro do STF mantém Sara na Penitenciária Feminina de Brasília. Acusada de participação em atos antidemocráticos, ela foi transferida da Polícia Federal na quarta-feira (17).

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais cinco dias a prisão da extremista Sara Giromini. Ela está detida desde a última quarta-feira (17), na Penitenciária Feminina de Brasília - DF, conhecida como Colmeia.

Apontada como chefe de um grupo de extrema-direita, que apoia Jair Bolsonaro (Sem Partido), ela está presa desde segunda-feira (15) por ordem do ministro, que é relator do inquérito que investiga atos antidemocráticos.

Além de Sara, tiveram a prisão provisória prorrogada outras cinco pessoas que já tiveram a prisão decretada no começo da semana. Um dos elementos que pesam contra o grupo é a movimentação pela captação de recursos para atos antidemocráticos, inclusive, a partir de uma vaquinha online para financiar as ações.

Ao prorrogar a prisão, o STF determinou, a pedido da PGR, que sejam adotadas medidas de segurança para evitar que a extremista seja alvo de rejeição por outros presos.

Giromini prestou depoimento à Polícia Federal (PF) na segunda-feira (15), quando negou apoio de governo ou partidos em suas ações. Na terça-feira (16), em novo depoimento, Sara e outros três presos ficaram calados. As investigações foram abertas a pedido da Procuradoria-Geral da República e autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Na quarta-feira (17) Sara Giromini foi transferida da Superintendência da Polícia Federal para o presídio feminino de Brasília, conhecido como Colmeia. Na quinta-feira (18), a ministra Cármen Lúcia negou um pedido de liberdade feito pela defesa da extremista.

Sara Giromini também é investigada em outro inquérito que apura a produção e disseminação de fake news e ataques ao Supremo. No fim de maio, quando foi alvo de uma ação da Polícia Federal nesse inquérito, Sara gravou vídeo com insultos e ameaças ao ministro Alexandre de Moraes, relator. Ela foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por injúria e ameaça contra o ministro.


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