18/06/2020 às 18h32min - Atualizada em 18/06/2020 às 18h32min

EMPREENDEDORISMO: Projeto Acóde ressignifica cesta básica com cartão alimentação, literatura e letramento empreendedor e digital

Iniciativa do FA.VELA, em parceria com o Itaú Social, irá beneficiar 500 pessoas entre empreendedores, mulheres chefes de família, negros e LGBTQI+, em Minas Gerais.

No próximo sábado, 20 de junho, o FA.VELA, com financiamento do Itaú Social, irá realizar uma ação coordenada para o lançamento do Projeto Acóde, que tem a proposta de mitigar os impactos da COVID-19 na vida de até 500 famílias que residem em vilas e favelas de Belo Horizonte e região metropolitana (MG). A iniciativa contempla uma nova versão da cesta básica, que inclui auxílio financeiro, por meio de cartão alimentação, livros infantis e acesso ao programa de formação e letramento empreendedor e digital FA.VELA Escola. Na data, serão entregues as primeiras cestas, a cerca de 100 pessoas.

O projeto tem como prioridade atender mulheres chefes de família, com filhos ou monoparentais, pessoas LGBTQI+, em especial as trans e travestis, negras, desempregadas, e/ou empreendedoras formais e informais que tiveram a renda impactada pela pandemia. A oferta de apoio financeiro para a aquisição de alimentos, itens de subsistência e higiene pessoal terá a duração de três meses e é destinada a grupos socialmente em risco e que residem em territórios que não acessam políticas públicas efetivas no combate a COVID-19.

“O uso do cartão alimentação para auxílio financeiro é a nossa releitura para a “cesta básica”. O objetivo é levantar o discurso sobre o empoderamento econômico e a liberdade de escolha das pessoas, de acordo com as suas necessidades. Por exemplo, mães podem utilizar o cartão para comprar fraldas, leite e outros itens de subsistência para crianças que não vêm nas tradicionais cestas básicas, assim como alimentos frescos ou perecíveis. Os cartões permitem também a aquisição de itens como absorventes para mulheres ou produtos para prevenção à contaminação por COVID-19”, explica Tatiana Silva, Diretora Executiva do FA.VELA.

O projeto também tem como foco fomentar a economia local, por meio da circulação de renda nos territórios vulnerabilizados de residência dos beneficiários nas regiões de Venda Nova, Barreiro, Ribeirão das Neves, São José da Lapa e Malacacheta (exceção no Vale do Mucuri, na região Norte e Nordeste de Minas Gerais), e mapear perfis empreendedores em situação de risco, para a formação e o letramento empreendedor e digital no programa FA.VELA Escola, que oferece aprendizado e capacitação contínua para jovens, adultos e idosos de diferentes realidades, com o objetivo de impulsionar a transformação digital de nano e pequenos empreendimentos.

A escolha dos territórios tem como objetivo descentralizar a distribuição do benefício nas periferias mais conhecidas de Belo Horizonte, que já são favorecidas por outras campanhas (como o aglomerado da Serra ou o Morro do Papagaio, na região Centro-Sul de BH).

“Queremos mudar a lógica da precarização deste tipo de auxílio, olhando para as reais necessidade desta população e seus territórios. Muitos comércios de pequeno e médio porte aceitam o cartão da Sodexo - por meio do qual será disponibilizado o auxílio financeiro - o que facilita a realização das compras e mobiliza nossa rede de empreendedores”, conta Tatiana Silva.

O Acóde é executado em parceria com sete jovens que participaram do Corre Criativo, programa de formação de jovens empreendedores sociais, realizado nos últimos três anos para 87 jovens, de 15 municípios da região metropolitana de Belo Horizonte. Eles atuam como parceiros mobilizadores e são lideranças e/ou contribuem para o desenvolvimento de iniciativas de transformação e impacto local que estão engajados com o FA.VELA na operacionalização, mapeando e cadastrando pessoas com o perfil do projeto.

Sobre o FA.VELA

Criada em 2014 em Minas Gerais, como aceleradora de negócios, o FA.VELA é responsável por grandes cases de sucesso que destacam a cultura empreendedora periférica. São mais de 1.800 pessoas impactadas por 260 projetos de impacto impulsionados e liderados por 500 empreendedores acelerados, e mais de 20 programas de letramento empreendedor e pré-aceleração realizados pela organização em mais de 25 municípios em Minas Gerais, Espírito Santo e Pará. Trazendo como pilares a tecnologia, a inovação e o impacto socioambiental positivo, por meio do “Futuros Inclusivos”, oferece consultorias e workshops sob demanda. Desde 2017, a organização integra a coalizão ÉDITODOS.


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