17/06/2020 às 00h36min - Atualizada em 17/06/2020 às 00h36min

Fundação do PSL pagou custos de blogueiros alvos do STF com verba partidária

Evento importado por Eduardo Bolsonaro ao Brasil como o maior congresso conservador dos EUA custou R$ 1,1 milhão à Fundação Indigo, que é mantida com dinheiro público.

A Fundação Indigo, organização mantida com recursos do Fundo Partidário ligada ao PSL, bancou despesas de blogueiros bolsonaristas que são alvo do inquérito do STF sobre Fake News, em evento organizado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), em outubro do ano passado.

O fundo patrocinou hospedagem e transporte aéreo para os blogueiros e influenciadores bolsonaristas Allan dos Santos e Bernardo Küster participarem da Conferência de Ação Política Conservadora, o CPAC.

O evento, importado por Eduardo Bolsonaro ao Brasil como o maior congresso conservador dos EUA, custou R$ 1,1 milhão à Fundação Indigo, que é mantida com dinheiro público. O encontro durou dois dias e foi realizado no Hotel Transamérica, na zona sul de São Paulo - SP.

As passagens do youtuber Bernard Küster mais hospedagem custaram R$ 8,9 mil. Já as despesas de Santos, hospedagem e passagens, custaram R$ 4,2 mil. Os dados foram obtidos pelo Portal UOL, por meio da assessoria da própria fundação.

As fundações dos partidos são organizações que recebem dinheiro público do fundo partidário para o fomento à educação política, bem como a formulação e discussão de projetos políticos.

Allan e Kuster foram alvo de mandados de busca e apreensão em operação deflagrada pela Polícia Federal do último dia 27, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os pedidos foram feitos no âmbito do inquérito das fake news, que apura o uso de notícias falsas, ameaças e ataques contra a corte.

Allan é considerado por integrantes da CPMI das Fake News do Congresso como um dos líderes de um esquema de divulgação de notícias falsas e de ataques a adversários de Jair Bolsonaro e a jornalistas, estimulado pelo Palácio do Planalto.

Kuster, que é ligado a Olavo de Carvalho, já chamou os ministros do STF de “demônios de preto” e também reproduziu fake news contra jornalistas.


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