15/06/2020 às 15h28min - Atualizada em 15/06/2020 às 15h28min

Agência reguladora dos EUA revoga uso emergencial da cloroquina para Covid-19

No final de maio, os Estados Unidos enviaram 2 milhões de doses do medicamento para o Brasil, mesmo sem haver resultado sobre a eficácia do medicamento contra o coronavírus. Agora, a própria Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) diz não haver embasamento para acreditar em tal eficácia.

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) revogou nesta segunda-feira (15) a autorização de uso emergencial da cloroquina e da hidroxicloroquina para tratar pacientes da Covid-19, apesar da defesa feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, do uso dos medicamentos contra malária para tratar a doença provocada pelo novo coronavírus.

A FDA disse que, com base em novas evidências, não é mais razoável acreditar que o uso da hidroxicloroquina e da droga relacionada cloroquina pode ser eficaz no tratamento da doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

A decisão foi tomada depois que vários estudos sobre os medicamentos sugeriram que eles não eram eficazes, incluindo um estudo amplamente divulgado no início deste mês que mostrou que as substâncias não conseguiram impedir a infecção em pessoas que foram expostas ao vírus.

Em março, Trump disse que a hidroxicloroquina usada em combinação com o antibiótico azitromicina tinha “uma chance real de ser uma das maiores mudanças na história da medicina”, apesar das poucas evidências para apoiar essa alegação.

Assim como Trump, o Jair Bolsonaro (Sem Partido) também é um defensor do uso da cloroquina para tratar a Covid-19. Por determinação de Bolsonaro, o Ministério da Saúde passou a recomendar o uso do medicamento para tratar pacientes com a doença desde o início dos sintomas.


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