12/06/2020 às 10h11min - Atualizada em 12/06/2020 às 10h12min

Bolsonaro ameaça: se Congresso quiser valor de R$ 400, R$ 500 ou R$ 600 para novas parcelas do auxilio emergencial, eu veto

“Vamos supor que chegue a uma proposta de duas (parcelas) de R$ 300. Se a Câmara passar para R$ 400, R$ 500, ou voltar para R$ 600, qual vai ser a decisão minha para que o Brasil não quebre?”, questionou Jair Bolsonaro sobre a extensão do auxílio emergencial. “É o veto”, completou.

Jair Bolsonaro (Sem Partido) afirmou na quinta-feira (11) que há consenso com a equipe econômica para o pagamento de mais parcelas da renda emergencial a vulneráveis mas alertou que ela não será de 600 reais e que o valor será vetado, caso seja aprovado pelo Congresso.

Segundo ele, uma prorrogação do valor cheio da renda irá aumentar excessivamente o endividamento do país.

“Duas parcelas já houve consenso com a equipe econômica”, disse, em live em sua conta no Facebook.

“A parcela não seria de 600, a gente não pode gastar mais 100 bilhões de reais. Não tem como. Eu gostaria que fosse possível”, afirmou.

Bolsonaro defendeu que é necessário que os Três Poderes tenham responsabilidade, porque “se o Brasil quebrar, não tem para ninguém”.

“Vamos supor que chegue a uma proposta de duas (parcelas) de 300 (reais). Se a Câmara passar para 400, 500, ou voltar para 600, qual vai ser a decisão minha para que o Brasil não quebre?”, questionou.

“É o veto”, completou, voltando a cobrar que governadores e prefeitos flexibilizem as regras de distanciamento e isolamento social - medidas de contenção da disseminação do novo coronavírus - para que a atividade econômica seja retomada.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), tem declarado a tendência, entre deputados, favorável a mais duas parcelas de 600 reais. Também tem martelado, no entanto, que os parlamentares estão abertos à negociação com o governo.


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