03/06/2020 às 02h26min - Atualizada em 03/06/2020 às 02h26min

Secom fez mais de 2 milhões de anúncios em sites pornográficos e canais de ódio

Um relatório produzido a pedido da CPMI das Fake News identificou nada menos que 2,065 milhões de anúncios pagos com verba pública da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) em sites, aplicativos de telefone celular e canais de Youtube que propagam conteúdo inadequado.

A Secom, presidida por Fábio Wajngarten, comprou inserções com verba pública mais de 2 milhões de vezes em sites considerados inadequados. Entre eles estão sites que divulgam notícias falsas, oferecem investimentos ilegais e até aplicativos com conteúdo pornográfico.

A reportagem do jornal O Globo destaca que “o relatório, elaborado por consultores legislativos, foi divulgado nesta terça-feira (2) pela CPMI. Seus dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso a Informação (LAI). O relatório diz que, apesar de ter solicitado informações do período entre janeiro e novembro de 2019, a Secom só forneceu dados referentes a 38 dias, entre 6 de junho e 13 de julho do ano passado”.

A matéria ainda acrescenta que “mesmo assim, segundo o relatório, foi possível identificar que parte dos anúncios pagos pela Secom foi parar em canais com conteúdo inadequado. A verba utilizada neste período era para a campanha sobre a Reforma da Previdência e se refere a recursos distribuídos na internet por meio da plataforma Adwords e Adsense do Google. Essa publicidade é direcionada de forma automática aos sites pelas plataformas, mas é possível ao anunciante bloquear tanto sites específicos quanto categorias de assuntos”.


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