19/04/2020 às 11h46min - Atualizada em 19/04/2020 às 11h46min

Bairro de São Paulo com pico de mortes por Covid-19 tem lojas e academias abertas

A subprefeitura local tem dois hospitais gerais: o de Cachoeirinha e o da Vila Penteado, ambos administrados pelo governo do estado. O segundo se tornou referência no tratamento do coronavírus. O hospital abriu uma tenda móvel pela qual o paciente passa caso chegue com sintomas gripais, antes mesmo de entrar na unidade.

A Vila Brasilândia foi o bairro paulistano com o maior número de óbitos relacionados à Covid-19 na última semana, com 33 mortes.

Segundo o Portal UOL, poucos espaços comerciais no bairro cumpriram o decreto de quarentena na semana passada.

Na Brasilândia, a impressão de quem chega é a de que não existe pandemia. As pessoas estão nas ruas, as lanchonetes estão abertas; até uma grande loja de materiais de construção atendia clientes na tarde da quinta-feira (16). Eram poucos os espaços comerciais que pareciam cumprir o decreto de quarentena. Entre eles, nem todos, efetivamente, cumpriam.

A subprefeitura local tem dois hospitais gerais: o de Cachoeirinha e o da Vila Penteado, ambos administrados pelo governo do estado. O segundo se tornou referência no tratamento do coronavírus. O hospital abriu uma tenda móvel pela qual o paciente passa caso chegue com sintomas gripais, antes mesmo de entrar na unidade.

De acordo com o diretor da unidade, Carlos Alberto de Castro Soares, o hospital tem limite de 100 testes diários e, como recomendação do Ministério da Saúde, são testados apenas pacientes que deverão ficar internados.

O hospital da Vila Penteado teve 46 óbitos por Covid-19 desde 23 de março. Registrou ao mesmo tempo 77 altas.

Em Cachoeirinha, os números são menores: 17 óbitos. Entre as outras 19 vítimas do vírus que passaram por ali, três tiveram alta e outras três foram transferidas para o hospital de campanha do Anhembi. Segundo a diretora de enfermagem Sandra Araújo, a rotatividade, em Cachoeirinha, é bastante alta.

Sandra explica que a falta de cumprimento da medida de isolamento entre os moradores de Brasilândia é o principal motivo do grande número de casos fatais por ali.

“A gente solicita o tempo todo que as pessoas fiquem em casa, mas não tem acontecido, principalmente nas comunidades. Não é só o comércio que tem funcionado, tanto o centro como a comunidade funcionam normalmente; as crianças estão correndo nas ruas, os adultos caminhando como se nada estivesse acontecendo. Não acredito que seja desinformação, mas, sim displicência”.

Segundo a prefeitura, está prevista para maio a abertura do Hospital Municipal da Brasilândia, na Zona Norte, com 150 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para tratamento de pacientes atingidos pelo coronavírus na capital. No mesmo local, também serão instalados 30 leitos de enfermaria exclusivamente para o tratamento de pacientes da Covid-19.


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