14/04/2020 às 13h04min - Atualizada em 14/04/2020 às 13h08min

Bolsonaro já foi eleitor do petista Lula e de Ciro Gomes; confira essa história

Um dos motivos que levou Jair Bolsonaro a romper com o “lulopetismo”, pasme, foi a reforma da previdência no longínquo governo Lula.

Blog do Esmael

Esses tempos de quarentena têm sido ótimos para revirarmos o fundo do baú. Lá encontramos coisas que até Deus duvida. Por exemplo, Bolsonaro já foi um lulista e já votou no ex-presidente na eleição de 2002.

A informação é do jornal Gazeta do Povo, em 31 de julho de 2017, página ligada à extrema-direita que acredita ser a terra plana e o coronavírus uma invenção comunista para tomar o poder.

A matéria assinada pelo repórter Evandro Éboli, hoje coluna Radar, da revista Veja, relembra que Bolsonaro votou no primeiro turno em Ciro Gomes e no candidato do PT no segundo turno.

Abaixo, com a ajuda do YouTube, eu busquei um vídeo com um eloquente discurso do então deputado Bolsonaro, na época no PPB, elogiando Lula.

“Confesso publicamente que votei no segundo turno em Lula. Jamais votaria em um candidato de Fernando Henrique Cardoso [José Serra, derrotado por Lula]. Votei e trabalhei para Ciro Gomes no primeiro turno. Perdi. No segundo, escolhi o que considerei ser a melhor opção. Haverá brava crise pela frente, mas mantemos a esperança de dias melhores. Espero que o companheiro Lula, já que está na moda falar assim, consulte os quadros do PT, do PCdoB e de outros partidos para fazer suas escolhas”, disse na tribuna da Câmara.

Segundo a Gazeta do Povo, que abriga espécimes como Alexandre Garcia, foi Jair Bolsonaro quem sugeriu o nome do ex-guerrilheiro José Genoíno para o Ministério da Defesa. O ex-presidente Lula acatou na época.

Bolsonaro tinha ainda como indicação para o Ministério da Defesa o então deputado pelo PCdoB Aldo Rebelo. Mais tarde Lula também o nomeou para a pasta.

“Não tenho como indicar alguém para o Ministério da Defesa. Não faço parte da equipe do Lula nem tenho poder de veto, mas tenho voz nesta Casa. Sugiro até mesmo o nome de José Genoíno, por quem não tenho grande amizade, mas reconheço sua competência. Não faria oposição à possibilidade dele ir para o Ministério da Defesa. Também não me oporia se o eleito fosse Aldo Rebelo, do PCdoB. Ambos são competentes. Não quero falar sobre a história de ninguém. Temos de pensar apenas no Brasil daqui para a frente… Apelo para os companheiros do PT, do PCdoB, para pessoas de bom senso do futuro governo que digam não a José Viegas”.

Nessa época, Bolsonaro tinha horror ao PSDB e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso por causa das privatizações e desmonte do Estado. Tem outro vídeo, publicado aqui no Blog do Esmael, em que o então deputado dizia que FHC tinha de ser fuzilado devido às políticas neoliberais na economia. Poderia facilmente ser confundido hoje por um deputado do PSOL ou do PT, daquelas alas mais radicais.

Um dos motivos que levou Jair Bolsonaro a romper com o “lulopetismo”, pasme, foi a reforma da previdência no longínquo governo Lula.



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