10/04/2020 às 10h24min - Atualizada em 10/04/2020 às 10h24min

Bruno Covas: São Paulo ficará com isolamento todo o primeiro semestre

O prefeito de São Paulo - SP, Bruno Covas, afirmou que a cidade está se preparando para ficar com restrições de circulação durante todo o primeiro semestre. Segundo Covas, “o vírus não é de esquerda nem de direita. O vírus é um vírus. Não tem posicionamento ideológico”.

São Paulo SP deverá manter o isolamento social, ainda que de maneira atenuada mais adiante, durante todo o primeiro semestre. Quem afirma isso é o prefeito da cidade, Bruno Covas(PSDB), em entrevista à jornalista Thais Herédia, da CNN Brasil.

Bruno Covas disse que segue as recomendações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em relação à pandemia, e não as de Jair Bolsonaro (Sem Partido). Segundo Covas, “o vírus não é de esquerda nem de direita. O vírus é um vírus. Não tem posicionamento ideológico”.

Ele advertiu, na entrevista, para o caráter inédito da crise do coronavírus e o cenário de desconhecimento que virá à frente: “Além de todo o drama da doença em si, você tem o drama de que, como se trata de uma nova doença, é impossível você prever de antemão o pico da doença vai ser em tal data, vai começar a diminuir a curva em tal semana... Você tem projeções e projeções, mas que fazem com que a cada dia a gente tenha que reunir a equipe, avaliar os números, verificar se tem novas medidas a serem tomadas. Então você tem o drama do cenário que não é completamente certo. Quanto mais informação, mais tranquilidade você tem para tomar uma decisão. É difícil você mostrar que está do lado da ciência e, portanto, as pessoas precisam fazer isolamento social, e que a mesma ciência hoje não tem, às vezes, números para responder a todas as perguntas que as pessoas fazem”.

O prefeito de São Paulo falou ainda sobre a guerra que Bolsonaro está promovendo ao redor do coronavírus e da cloroquina: “O vírus não é de esquerda nem de direita. O vírus é um vírus. Não tem posicionamento ideológico. Nem mesmo a cloroquina. É um remédio que precisa ser estudado e, se for o caso, disponibilizado à população. Fazer embate político em cima de uma pandemia é inaceitável. Aqui nós seguimos todas as recomendações que a Vigilância Sanitária tem passado. Existe talvez um posicionamento fora da ciência…”


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