07/04/2020 às 19h11min - Atualizada em 07/04/2020 às 19h11min

Justiça paraguaia libera Ronaldinho Gaúcho para prisão domiciliar

A decisão encerra o período de 30 dias que ficaram presos de maneira preventiva e em regime fechado.

O juiz Gustavo Amarilla concedeu nesta terça-feira (7) a prisão domiciliar a Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto Assis. Os dois ficarão em um hotel em Assunção e pagaram multa de US$ 1,6 milhão (R$ 8,35 milhões).

A decisão encerra o período de 30 dias que ficaram presos de maneira preventiva e em regime fechado.

Ronaldinho e Assis estavam detidos em Assunção desde 4 de março, acusados de estar no país com passaportes falsos. Eles receberam os documentos na sala VIP do aeroporto internacional Silvio Petirossi, em Luque, cidade vizinha à capital.

Nos documentos estavam as fotos e dados pessoais da dupla. Faltavam apenas as assinaturas.

Os passaportes foram ponto de partida para uma investigação do Ministério Público e do Ministério da Tributação do Paraguai. Até agora, no total, 15 pessoas já foram presas. Os promotores investigam esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e impressão de documentos falsos. Dois deles foram entregues a Ronaldinho e Assis.

Segundo o Ministério Público, cada passaporte falso custava cerca de R$ 30 mil. Ronaldinho, recebido no Paraguai como ídolo, e Assis estavam presos em um quartel da Polícia Nacional do Paraguai adaptado como prisão. No período em que ficou no local, companheiros de cela do ex-jogador disseram que ele alternou momentos de bom humor aos de melancolia. Mas postou fotos sorridentes em redes sociais, gravou vídeos a pedido de outros presos e participou de jogo do campeonato interno dos detentos.


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