09/03/2020 às 16h42min - Atualizada em 09/03/2020 às 16h42min

Mais cinco grandes escritórios de advocacia reúnem clientes para processar a XP Investimentos por fraude contábil

A fúria dos investidores contra a corretora XP Investimentos, que pertence ao empresário Guilherme Benchimol e ao Banco Itaú, continua crescendo. Nesta segunda-feira, vários escritórios de advocacia anunciaram que irão processar a empresa por fraude contábil nos Estados Unidos. Ação despenca mais 15%.

A corretora XP, que lançou suas ações no fim do ano passado nos Estados Unidos, enfrenta uma tempestade.

Nesta segunda-feira (9), pelo menos cinco grandes escritórios de advocacia dos EUA anunciaram que estão reunindo investidores para processar a companhia por fraude contábil. Pertencente ao empresário Guilherme Benchimol e ao Itaú, a empresa demitiu um auditor que teria apontado as fraudes.

Na sexta-feira, o escritório Block & Leviton anunciou o processo contra a empresa. Nesta segunda-feira, vários escritórios anunciaram que farão o mesmo. Dono do site Infomoney, Benchimol usou o espaço para se defender. No entanto, a ação cai mais 15% nesta segunda-feira.

Em dezembro de 2019, a XP realizou sua oferta pública inicial (“IPO”), oferecendo 72.510.641 ações ordinárias ao preço de US$ 27,00 por ação. Então, em 6 de março de 2020, o The Winkler Group publicou um breve relatório questionando a precisão das demonstrações financeiras da XP.

Entre outras alegações, o relatório alega discrepâncias significativas entre as auditorias internas da XP e as demonstrações financeiras que a XP forneceu aos investidores em seu prospecto de oferta pública inicial. O relatório também diz que “a XP demitiu seu auditor depois que ele encontrou deficiências materiais em seus relatórios financeiros [.]”.


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