02/03/2020 às 09h23min - Atualizada em 02/03/2020 às 09h23min

Após Bolsonaro excluir cubanos do Mais Médicos, mortalidade infantil indígena tem maior patamar desde 2013

Somente entre os meses de janeiro e setembro do ano passado, foram registradas as mortes de 530 bebês indígenas com até um ano de idade, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2018, contra 470 mortes por ano no período compreendido entre 2014 e 2018.

A saída dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos, cujo convênio foi extinto logo no início do governo Jair Bolsonaro, elevou a mortalidade infantil entre a população indígenas que retornou aos patamares anteriores à implantação do programa, lançado em julho de 2013.

Segundo reportagem da BBC Brasil, somente entre os meses de janeiro e setembro do ano passado, foram registradas as mortes de “530 bebês indígenas com até um ano de idade, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2018”, contra 470 mortes por ano no período compreendido entre os anos de 2014 e 2018.

A reportagem observa, ainda, que especialistas e indigenistas aponta como uma outra causa do aumento da mortalidade infantil as mudanças na política de saúde indígena promovidas pelo atual governo, além do fim do convênio entre o Mais Médicos e os profissionais cubanos.

Ainda de acordo com a BBC, “logo no mês seguinte ao fim do convênio com Cuba, em janeiro de 2019, houve 77 mortes de bebês indígenas - o índice mais alto para um único mês desde pelo menos 2010. “Os 301 cubanos contratados pelo programa respondiam por 55,4% dos postos de médico na saúde indígena. Desde a saída do grupo, o governo repôs a maioria das vagas com médicos brasileiros, mas muitos líderes comunitários dizem que houve uma piora nos serviços”, destaca o texto.


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