19/02/2020 às 09h38min - Atualizada em 19/02/2020 às 09h38min

PM´s espancam jovens dentro de escola em São Paulo

Policiais militares agrediram, com socos e gravatas, dois jovens na Escola Estadual Emygdio de Barros, no Jardim Bonfiglioli, na Zona Oeste de São Paulo - SP, na noite desta terça-feira (18).

Policiais militares aparecem em vídeos divulgados em redes sociais agredindo dois jovens na Escola Estadual Emygdio de Barros, no Jardim Bonfiglioli, na Zona Oeste de São Paulo - SP, na noite da terça-feira (18). A reportagem é do Portal G1.

A reportagem relata que, nas imagens, é possível ver que um policial domina um rapaz com uma gravata. Em um dos vídeos, um rapaz aparece no chão, dominado por um policial. Em outro, um dos rapazes recebe um soco no rosto, é dominado por um policial militar, enquanto outro PM vem por trás e dá uma rasteira no rapaz, que cai. No chão, ele recebe um chute nas costas. Os policiais ainda apontam a arma para os estudantes que registravam a ação.

O Conselho Tutelar do Rio Pequeno foi comunicado sobre o caso e informou que irá encaminhar na manhã desta quarta-feira (19) denúncia ao Ministério Público (MP) e à Defensoria Pública do Estado de São Paulo para que tomem as medidas cabíveis necessárias tanto por parte da Polícia Militar (PM) quanto da direção da escola, que, segundo relatos de alunos aos conselheiros, permitiu a entrada dos policiais militares na escola.

De acordo com o relato de um dos alunos, o problema teria começado quando um dos alunos que aparece sendo agredido pelos PMs percebeu que seu nome não estaria na lista de matriculados na escola.

Ele foi questionar a ausência de seu nome com a direção da escola, que teria pedido para ele deixar a instituição. O jovem teria se negado a sair da escola. Começou um desentendimento entre aluno e direção, que chamou a PM.

Para o conselheiro tutelar Gledson Deziatto, o caso é considerado grave. “Foi uma situação de abuso de autoridade tanto por parte da escola como da Polícia Militar. Isso não pode acontecer dentro de uma escola. Vamos pedir para o Ministério Público de São Paulo tomar as medidas necessárias neste caso. Os alunos estão com medo de ir para a escola”, defendeu.


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