24/01/2020 às 12h43min - Atualizada em 24/01/2020 às 12h43min

Líderes evangélicos que apoiam Bolsonaro devem R$ 276 milhões ao governo

No topo do ranking está a Igreja Internacional da Graça de Deus, do pastor R. R. Soares.

Apesar de serem isentos de uma série de impostos no Brasil, os principais líderes evangélicos que ajudaram a eleger Jair Bolsonaro (Sem Partido) possuem uma dívida acumulada de R$ 276 milhões com o governo federal, segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Grande parte desse dinheiro deveria ter sido pago através de taxas como o INSS de funcionários.

No topo do ranking está a Igreja Internacional da Graça de Deus, do pastor Romildo Ribeiro Soares, que deve ao governo R$ 139,7 milhões. Em segundo, a Igreja Mundial do Poder de Deus, com R$ 85,9 milhões, seguida pela Igreja Renascer em Cristo R$ 31,3 milhões, Igreja Evangélica Assembleia de Deus R$ 9,8 milhões e Igreja Batista da Lagoinha R$ 9,4 milhões.

Para retribuir o apoio dos líderes evangélicos, Bolsonaro já fez diversos acenos tributários ao longo de seu primeiro ano de governo, como é o caso do Fisco. O aumento para R$ 4,8 milhões do teto para que empresas se tornem isentas de declarar suas movimentações financeiras diariamente beneficiou de modo direto as igrejas. Outra medida de agrado recente envolve a intenção do presidente de isentar os templos religiosos de pagar a conta de luz.

Alguns pastores também acumulam dívidas através de suas empresas privadas, que ficam de fora da imunidade tributária concedida às igrejas. A produtora de TV Rede Mundial de Comunicação, do pastor Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Reino de Deus, aparece no sistema do Fisco como devedora de R$ 6,1 milhões em impostos.

A Mundial também se destaca no ranking das igrejas devedoras, com 85,9 milhões de reais. Entre as companhias privadas, consta a gravadora de música gospel de Silas Malafaia, com R$ 1,2 milhão de impostos devidos.


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