18/01/2020 às 09h52min - Atualizada em 18/01/2020 às 09h52min

O verdadeiro nazista é Bolsonaro, aponta editorial do Estadão

“O assessor que se inspirou em Goebbels para anunciar o “renascimento da cultura nacional” só foi exonerado porque houve uma grita generalizada diante de tamanho absurdo. Noves fora o plágio nazista, o conteúdo da fala que custou o cargo ao tal secretário é essencialmente o que Bolsonaro já disse e repetiu inúmeras vezes”, aponta o jornal.

O ex-secretário nazista de Jair Bolsonaro (Sem Partido), Roberto Alvim, só caiu porque deu muita bandeira, aponta o jornal O Estado de S. Paulo, neste sábado (18). De acordo com o texto, o verdadeiro chefe do projeto autoritário é Jair Bolsonaro - e todos sempre souberam disso.

“Não são rompantes, e perde tempo quem acredita na possibilidade de que, com o tempo, Bolsonaro vá temperar seu comportamento. O assessor que se inspirou em Goebbels para anunciar o “renascimento da cultura nacional” só foi exonerado porque houve uma grita generalizada diante de tamanho absurdo. Noves fora o plágio nazista, o conteúdo da fala que custou o cargo ao tal secretário é essencialmente o que Bolsonaro já disse e repetiu inúmeras vezes, mesmo antes da eleição. Portanto, ninguém pode se dizer surpreendido, nem mesmo os eleitores mais ingênuos. Bolsonaro é Bolsonaro há muito tempo”, aponta o texto.


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