13/03/2022 às 12h56min - Atualizada em 13/03/2022 às 12h56min

Preço médio do gás chega a R$ 150 e revendedores parcelam botijão em São Paulo

Com isso, o preço médio do botijão é de R$ 150 e os revendedores estão parcelando o valor em até dez vezes no cartão de crédito.

Redação
O mega-aumento de 16,1% aplicado pela Petrobras no gás de cozinha desde a última sexta-feira (11) já foi repassado aos consumidores no estado de São Paulo.
 
Com isso, o preço médio do botijão é de R$ 150 e os revendedores estão parcelando o valor em até dez vezes no cartão de crédito, segundo Robson Carneiro dos Santos, presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás (Sergás).
 
O reajuste de preços pegou o setor de surpresa, segundo ele. Na quinta-feira (10), além do gás de cozinha, a estatal também anunciou alta de 18,8% na gasolina e 24,9% no óleo diesel, o que provocou filas em postos de combustíveis de todo o país.
 
De acordo com Santos, não houve longas filas em busca de gás na capital paulista, como se via anteriormente, porque o aumento foi de “sopetão”. Além disso, o sindicalista atribui a baixa procura à queda no poder de compra dos consumidores, que vem ocorrendo desde 2014 e pirou com a pandemia.
 
Para não perder clientes, as revendedoras estão parcelando o valor do botijão no cartão de crédito em até dez vezes. “Estamos nos reinventando. Hoje, a gente vende o gás parcelado, em seis vezes, ou em até dez vezes no cartão. É absurdo, uma coisa que você tem que usar de 30 em 30 dias”, afirma.
 
Levantamento de preços feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostra que o valor médio do botijão de gás no país era de R$ 102,42 na semana de 6 a 12 de março. O valor mínimo estava em R$ 78 e o máximo, em R$ 140. No estado de São Paulo, o botijão custava R$ 100,04, em média, e na capital paulista, em R$ 97,09.
 
Os aumentos no gás de cozinha foram constantes em 2021, para acompanhar as cotações do mercado internacional de petróleo. Segundo a Petrobras, no entanto, o reajuste do gás na última sexta-feira ocorreu após 152 dias com o mesmo preço. A última alta havia sido no dia 9 de outubro de 2021.
 
Dados do Sergás, que representa uma base de 9.800 revendas no estado de São Paulo, apontam crise no setor, com queda de 20 a 25% no consumo de gás de cozinha, além de 40% de demissões nos últimos dois anos, com a pandemia e as mudanças de hábito dos consumidores.
 
Por um lado, há quem não tenha dinheiro para o gás e acabe utilizando lenha para cozinhar, por outro, há as famílias que optam pelas panelas e demais utensílios elétricos.

Santos afirma ainda que os reajustes em outros combustíveis anunciados pelo governo também atingem as revendas, já que fica mais caro para entregar o produto. A diferença do preço de entrega para o preço de retirada chega a ser de R$ 20, dependendo da região.
 
“O setor está passando por uma transformação muito grande. O custo é muito caro. Gasolina e IPVA subiram. A gente está mudando, tirando das ruas, e o consumidor está tendo que ir até o depósito buscar”, diz ele.
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